Quem foi o bilionário Andrew Carnegie e o que ele nos ensinou sobre riqueza

Andrew Carnegie foi protagonista de uma história de sucesso incrível. Ele nasceu em 1835 e era de uma família comum da Escócia. A casa onde passou parte da infância tinha apenas dois cômodos. Em 48, os Carnegies se mudaram para os EUA e ele começou a sua escalada.
Em 1889 já era considerado um dos homens mais ricos do país. O magnata da indústria de metais já teria muito a ensinar só com esse fato. Mas não parou por aí: em 1901, ele vendeu sua companhia e passou a realizar apenas trabalhos voluntários e doações.
Vamos dar uma olhada na trajetória dessa personalidade e falar um pouco da sua obra literária, que também oferece muitos insights interessantes.

Quem foi Andrew Carnegie

Andy Carnegie costumava dizer: “pessoas que são incapazes de motivar a si mesmas devem se contentar com a mediocridade, não importam outros talentos”. E se há uma coisa que ele fez em sua vida foi motivar a si mesmo.
Depois de mudar para os EUA, ele trabalhou em uma fábrica, depois em uma companhia de estradas, quando começou a investir. Sua primeira compra de ações aconteceu durante esse trabalho e foi preciso hipotecar a casa. Deu certo e ele nunca mais parou de investir.
Ele investia apenas em ações de negócios sobre os quais ele tinha conhecimento, como as próprias estradas e fabricantes de carro. Percebe a sacada? Ele sabia que estradas melhores significava viagens mais longas e, por consequência, maior necessidade de veículos.
Em 1865, ele saiu da companhia de estradas de se tornou sócio da Keystone Bridge Company. Sempre à frente do seu tempo, ele viu como as pontes de ferro eram melhores e por isso começou a investir pesado na produção de ferro.
Mais tarde, em 1872, ele viajou à Europa e descobriu uma nova maneira de produzir ferro que não era amplamente utilizada nos EUA. Daí nasceu a Carnegie Steel Corporation, ou Corporação de Ferro Carnegie, que eventualmente se tornou a maior empresa do ramo no mundo.
Ou seja: uma junção de inteligência de mercado, vontade de aprender e arriscar. Essa foi a receita de Andrew Carnegie em seu caminho para a riqueza.
E o mérito não ficou só nisso. Sua companhia impulsionou o crescimento do país, tornando a produção de ferro mais rápida e inteligente. Ele ainda tinha poder sobre todas as etapas do processo: desde navios até estradas para transportar a matéria-prima e seu produto.

Controvérsias no histórico de Andrew Carnegie

Mas nada disso veio fácil. Existiram algumas controvérsias no histórico de Andrew e da Carnegie Steel Corporation. Um deles foi chamado de Greve de Homestead.
Aconteceu em 1892, quando a companhia decidiu diminuir os salários dos empregados da cidade de Homestead, na Pennsylvania.
Todos se recusaram a trabalhar e a situação se complicou quando a polícia foi chamada e a greve se tornou violenta. A partir daí, a solução se tornou complexa e a greve acabou durando 142 dias. Andrew Carnegie estava fora quando isso aconteceu, mas muitos ainda colocaram a responsabilidade sobre ele.
Apesar de sua reputação ficar um pouco marcada por isso, Andrew Carnegie não desistiu de sua vida de filântropo.

A filantropia de Andrew Carnegie

Falar de riqueza e Andrew Carnegie não é apenas falar de como ele conseguiu o sucesso através de investimentos e trabalho duro. Ele também foi um pensador, que se preocupou em devolver à sociedade o que ganhou.
quem foi andrew carnegie the gospel of wealth 12 minutos
Um pouco disso podemos conhecer no ensaio que ele escreveu chamado “The Gospel of Wealth”, que descreve a responsabilidade da classe média de realizar doações e trabalhos voluntários. Junto da sua autobiografia, essa obra mostra um pouco mais sobre quem ele era e o que pensava.
Andrew acreditava que as pessoas abastadas devem utilizar a sua riqueza para tornar a sociedade também mais rica. No texto, ele também fala que a mente torna o corpo rico e muitos milionários se veem pobres de espírito por não dividir sua riqueza.
Ele examina no ensaio as formas que a riqueza acumulada podem beneficiar a sociedade como um todo. Ele pregava que viver ostensivamente é errado e que taxações são algo necessário e direito do estado sobre os milionários.
Para ele, homens trabalhadores, considerados pobres, alcançam a felicidade e plenitude que muitos ricos não conseguem. Ele ainda completa que sua aspiração sempre foi oferecer tudo o que conquistou em troca e não levar a sua fortuna para o túmulo.
E foi exatamente isso que ele fez. Com os U$ 200 milhões da venda da companhia de ferro aos 65 anos, Andrew Carnegie não fez outra coisa senão filantropia até morrer. Espalhou bibliotecas pelos Estados Unidos e Canadá (cerca de 2.800) e criou uma universidade, a Carnegie-Mellon University, em 1904.
Mas Andrew não colocava dinheiro em qualquer lugar. Estudava muito bem quais seriam seus atos de caridade e trabalhava para que rendessem frutos e não fossem apenas um ato isolado de doação que acabaria anos depois.
A arquitetura das bibliotecas por exemplo era cuidadosamente aprovada por ele, a fim de fazer os locais serem mais funcionais e agradáveis. Até hoje, as chamadas Little Free Libraries (Pequenas Bibliotecas Livres) levam um pouco da sua filosofia, espalhando locais com livros para o acesso de toda a população.
Mais no fim de sua vida, Andrew Carnegie percebeu que não conseguiria distribuir toda sua fortuna para a população. Assim, criou a Fundação Carnegie, que executa projetos pró-educação.
Andrew faleceu em 1919, tendo doado mais de 350 milhões de dólares de dinheiro seu. Sua filha, Margareth Carnegie, também continuou seu trabalho também se tornando uma filantropa.

Andrew Carnegie e a riqueza

Como você viu, a riqueza tinha um significado profundo para Andrew. Apesar das controvérsias, ele valorizava o trabalho que teve para chegar onde chegou e sentiu que deveria pagar pelo que conquistou dando oportunidades aos outros.
No fim, ficou na história como um dos grandes milionários mas também filantropos do mundo. Seu grande ditado era:

  • Gaste um terço da sua vida adquirindo conhecimento
  • Gaste outro terço ganhando o máximo de dinheiro que conseguir
  • Gaste o último terço oferecendo sua riqueza para quem não tem

E aí, o que achou da vida desse grande homem? Aprendemos muito com ele aqui no 12’. Outra personalidade pela qual você pode se interessar é o Jack Welch, de quem somos fãs. Confira o microbook do livro dele “Paixão por Vencer”. Você não vai se decepcionar!

Comentários