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Resumo do Livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida, de Clovis de Barros Filho e Arthur Meucci

Os anos se passam e diversas reflexões e filosofias continuam sendo levantadas acerca da vida e da felicidade. Contudo, segundo Clovis Barros Filho e Arthur Meucci, em A Vida que Vale a Pena Ser Vivida, não deve haver respostas prontas, mas verdadeiras reflexões.

Tido que cada um tem a sua vida (e dela não tiramos férias), o objetivo dos autores é, então, clarear os nossos pensamentos e oferecer uma verdadeira luz às nossas ideias, deixando-nos com “a faca e o queijo” na mão. Para isso, analisam uma série de pensadores de todos os tempos.

Continue lendo e confira um resumo do livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida em PDF. Amantes ou apenas interessados em filosofia não podem perder!

Para acessar a versão em PDF, basta baixar aqui ao lado.

A Vida que Vale a Pena Ser Vivida

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Como todos bem sabem, a vida é um sucessão de escolhas. Mas você já parou para refletir sobre o propósito de cada escolha?

Já diziam Sócrates e Platão que devemos “pensar para viver”. Mas, atenção, não se trata de qualquer pensamento! Os pensamentos bons, os pensamentos certos, sim. Talvez aí more a importância das escolhas. Pensar antes de agir, para fazer escolhas com base em um propósito.

Ainda, Sócrates acreditava piamente na importância do uso da razão acima dos sentidos. Só é virtuoso quem entende o verdadeiro significado de cada virtude. Você só pode dizer que ama, por exemplo, se sabe o significado do amor. Só tem amigos quem sabe o que é amizade.

Trazendo esses pontos para a discussão sobre a vida, importante reforçar que as respostas as quais tanto buscamos, a verdadeira essência da vida, estão dentro de cada um. Assim, cabe ao indivíduo acessá-las.

Isso é de suma importância para se estabelecer os critérios da vida boa, da vida que vale a pena.

Viver e amar

Paralelamente, Platão expunha suas convicções sobre a diferença entre o corpo e a alma. O livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida explica que, para esse pensador, o corpo é finito, material, sensível e temporal. A alma, do contrário, é a soberana. Dito isso, há algumas chances de seu corpo almejar uma vida e a alma, outra. Assim como viver é diferente de amar.

Felizmente, Platão nem sempre tem razão, afinal, para ele a vida seria como um pêndulo, onde de um lado há o amor (desejo constante do que não temos e a frustração da falta) e do outro o que temos somado ao tédio. Segundo Clovis Barros Filho e Arthur Mucci, não pode ser nisso que se baseia a vida boa.

Já segundo a visão de Aristóteles, a vida se baseia em critérios que transcendem o indivíduo. Em outras palavras, é preciso olhar para fora e entender a si como parte de um todo.

É claro que, na época, acreditava-se que o mundo estava dentro do Cosmos, visão que entendia o universo como limitado, ordenado e facilmente mapeado.

De qualquer forma, o ponto é que tudo que está ao nosso redor está incrivelmente em seu devido lugar. Paralelamente, tudo parece seguir um propósito maior. Uma pequena semente, por exemplo, tem todo o potencial para se tornar uma bela árvore. Assim também somos nós, seres humanos. Podemos nos tornar grandes, do tamanho dos nossos sonhos e, por isso, estamos constantemente aperfeiçoando nossas habilidades em busca da excelência.

Também de acordo com Aristóteles, o talento nato é aquilo que o Cosmos quer que você faça, como se fosse a finalidade de sua existência e a contribuição que você pode trazer à humanidade. Sendo assim, encontre essa habilidade e dedique-se até chegar à excelência.

O universo

Tudo no universo, exceto os homens (eis o mistério!), segue em constante harmonia. Desde o momento que nasce, cresce e morre. Seja a chuva, o sol, os animais, as plantas ou os planetas. No caso dos humanos, pensavam os gregos, deve haver um enorme esforço para pertencer, uma vez que a vida humana não veio pronta. Há infinitas possibilidades!

Por esses e outros motivos é que o livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida não traz uma fórmula pronta para a vida, mas uma série de reflexões.

Então, se você encontrar qualquer material em forma de guia, com X passos para a felicidade, ponha um pé atrás. O que leva a alegria a alguns pode decretar a tristeza de outros.

Para Clovis de Barros Filho, no racional, são apenas 3 aspectos que definem a vida boa:

  1. O lugar natural de cada um, onde pertencemos
  2. As atividades desempenhadas alinhadas às aptidões – buscando a excelência
  3. A finalidade a ser alcançada ao longo de sua finita existência (o propósito)
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Epicuro, filósofo aluno da Academia de Platão, já resumia muito bem afirmando que toda sabedoria deve ser adequada à vida, à ética. Afinal, pensamos para viver melhor e não vivemos para pensar melhor.

O estóico romano Sêneca não pensava diferente. Para ele, a felicidade – logo, a tranquilidade – da alma e do corpo é um dever moral. Temos o dever de sermos felizes, lamentando menos, desejando menos e amando mais!

Deus e a vida humana

Mantendo o foco nos aspectos da “vida boa”, os autores de ”A Vida que Vale a Pena Ser Vivida” fazem também uma breve análise da relação entre Deus e a vida humana. Mesmo quem não crê deve admitir a pertinência dessa discussão. Afinal, a fé em Deus e seus ensinamentos sempre estiveram presentes e interferiram na nossa maneira de agir e de ver o mundo.

Inclusive, o recurso ao divino sempre foi estratégia recorrente dos pensamentos de Platão e Aristóteles para explicar a origem e a ordem do mundo. O próprio divino que conferia a ordem harmônica do universo e se manifestava nas mais maravilhosas coisas ao nosso redor.

Com a chegada do cristianismo, iniciou-se uma ruptura nesse pensamento. Deus deixa de ser uma ordem cósmica anônima, para se tornar um indivíduo divino que, encarnado, poderia ser visto na rua, tocado e ouvido por aqueles que estavam vivos na mesma época.

Já na concepção grega, o divino deveria ser identificado pela razão. Qualquer pensante poderia deduzir a ordem divina do mundo ao contemplá-la na natureza.

Quando surge Cristo como homem, passa a ser muito importante a confiança de que o homem Jesus não estivesse mentindo ou enganando. Confiança a qual o cristão vai chamar de fé.

A igualdade

A mudança mais marcante causada pelo cristianismo talvez tenha sido a igualdade. Até então, havia um conceito de superioridade. Alguns homens possuíam mais – e “melhores” – habilidades natas, logo, eram considerados superiores. Com a fé, todos os homens passaram a ser iguais perante Deus.

Outro conceito importante de ser abordado é o trabalho. Tido que Deus também trabalhou (7 dias para construir o universo), trabalhar passou a dignificar e enaltecer o homem.

Os gregos relacionavam o amor ao apego. Logo, como a vida é finita, após a morte só restava o sofrimento. É como se o amor ao próximo não valesse a pena. Com a chegada do cristianismo, também foi muito importante o conceito de comunhão e reencontro com os entes queridos após a morte, no paraíso. Assim, não havia mais motivos para não amar.

Lembra daqueles 3 aspectos que definem a vida boa? Em Cristo, somos iguais, podemos trabalhar sem ser inferiorizados e amar incondicionalmente. Assim, na visão do cristianismo, a vida vale a pena.

A vida e a potência

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Chega, então, o filósofo Espinosa, que concebe o termo ”potência de agir”. Tal potência nada mais é que a vida, ou seja, é pessoal, inalienável, intransferível e incompartilhável. Logo, a solidão, por exemplo, existe sempre em si mesmo, nunca no outro.

Contudo, obviamente, o resto do mundo não sai de nossa frente, então, o meio interfere na nossa potência.

Além disso, Espinosa acreditava que não havia beleza ou feiura, justiça ou crueldade. Esses critérios são apenas traços que nós mesmos atribuímos ao mundo.

Considerava, ainda, o mundo como o todo e as relações entre todas as partes. Posto isso, o todo impõe sua própria lei. Se uma parte age sobre a outra, significa que produz efeitos sobre essa outra parte, tornando-a diferente do que era antes da ação, e vice-versa. E viver é relacionar-se, é estar em relação com o mundo.

Somos efeito do mundo com o qual nos relacionamos. Porém, é suma importância lembrar que tais efeitos não são lógicos ou sequer compreensíveis. Por esse motivo, muitas vezes, nos convertemos no que somos sem entendermos muito bem como ou o porquê.

É claro que é bem difícil exercer a função de viver com maestria, porque a vida é uma sucessão de encontros inéditos. Nós estamos em constante transformação e o mundo também. Mas daí a importância de lutarmos para nos defender e ansiar por momentos cada vez melhores. 

Como estamos em constante relação, nosso corpo está ininterruptamente passando de um estado a outro. O ganho de potência denomina-se alegria. Do contrário, a perda de potência denomina-se tristeza.

Utilitarismo

Desde pequenos, nos exigem resultados excelentes o tempo todo. Boas notas, prêmios, aprovações, metas etc.

A vida vem sendo julgada no pensamento filosófico do Utilitarismo. Nessa concepção, os resultados de nossas interações no mundo é um critério para definir que a vida vale a pena. Ainda segundo essa perspectiva, o valor das nossas ações não pode ser percebido na ação em si, nem na pretensão ao executá-la, mas nas consequências.

Em outras palavras, a ação boa é a que promove o maior bem-estar para o conjunto de pessoas. Todos que nos cercam devem viver dignamente também. Isso, porque por maiores que fossem nossos esforços no sentido de uma evolução pessoal, a tristeza dos demais contamina nossa existência.

Já o filósofo Kant não admite que os utilitaristas têm razão para o significado de “vida boa”. Para esse pensador, os efeitos de uma ação não são um bom critério para definir o valor da sua deliberação, porque esses efeitos não estão sob o controle de quem a delibera.

Rousseau desenvolve o pensamento de Kant, afirmando que o ser humano, antes de tudo, é um ser de razão e liberdade. Ele tem preferências e seu comportamento é fortemente influenciado pelo ambiente, sim. Porém, diferente de outros animais, o homem pode se governar. Enquanto os animais apenas reagem, os seres humanos deliberam, orientando-se por princípios.

Estamos condenados à liberdade de definir a nossa própria vida.

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Resumo do livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida em PDF

Feliz é aquele que é digno de confiança, que exerce seus talentos com intensidade em prol da sociedade, que ama e conhece seu propósito. Não que seja tarefa fácil, não é mesmo?

O que achou do resumo do livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida, de Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci?

Você também pode conferir um resumo mais completo através do microbook que temos no app do 12min. Ainda no app, além dessa obra, possuímos centenas de outros títulos de negócios e desenvolvimento pessoal. Está disponível em sua lojinha de aplicativos 🙂

Segue a sugestão de uma outra leitura:

Filosofia: E Nós Com Isso? – Mario Sergio Cortella

Filosofia: E Nós Com Isso?

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Boa leitura!

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