Dicas para montar uma biblioteca particular

Praticamente todo amante de livros sonha em ter uma biblioteca particular. A coleção pessoal sempre precisa de um cantinho diferenciado e cuidados importantes. Manter os livros amontoados em pilhas e sem uma organização que facilite o seu uso não é nada bom.

Biblioteca Particular

Além de ajudar na decoração, a biblioteca particular nos traz conhecimento. A leitura faz com que você seja educado com todo mundo, adquira conhecimento sobre diversos assuntos etc. Ler é um ótimo remédio para o humor, para a mente, para a sua produtividade e um dos melhores passatempos.

Então, se você quer dar um upgrade no seu espaço, preparamos um post com algumas dicas de como montar uma biblioteca particular. Veja por onde começar esse novo projeto!

Pense em um espaço aconchegante

Biblioteca Particular

Quando falamos em ter uma biblioteca particular, o que vem em sua mente provavelmente é aquela imagem de salas repletas de livros, que geralmente são vistas em filmes e novelas. Contudo, você não precisa disso para ter um cantinho organizado, bonito e cheio de livros que gosta.

Dá para criar uma biblioteca na sala, no seu quarto, em uma varanda coberta ou até mesmo no quarto da dependência, que geralmente é aquele cantinho da bagunça, mas que pode ser reformado.

A nossa dica é: observe e analise o seu espaço. Olhe cada cômodo e pense se dá para instalar algumas prateleiras para seus livros. Se conseguir uma sala ou um quarto só para a biblioteca, observe fatores como ventilação, iluminação natural e, principalmente, silêncio.

Crie um estilo próprio para a decoração

Independente do espaço que você tem, pensar na decoração da biblioteca particular é fundamental. Como citamos anteriormente, ela precisa ser confortável para que as suas leituras sejam agradáveis e tragam mais conhecimento.

Pense primeiramente nas prateleiras e estantes. Elas podem ser suspensas, criando um espaço maior para circulação. O estilo precisa seguir o da sua casa, com alguns detalhes bem pessoais. Dá para brincar bastante com tamanho, cores e design da mobília. Não tenha medo de ousar.

Nesse momento, há apenas duas regras importantes. A primeira é priorizar os seus livros. Não escolha uma mobília onde eles ficarão apertados, abafados ou desorganizados apenas porque é um móvel bonito. A segunda regra é não pensar em nada que prejudique a sua circulação ou cause poluição visual. Isso gera, automaticamente, desconforto.

Outra dica para decoração da biblioteca particular é pensar nos detalhes. Miniaturas, quadros, pufes etc. fazem toda diferença para deixar o espaço ainda mais bonito. Esses detalhes podem ficar entre os livros, nas paredes ou em mesas.

Comece a coleção da sua biblioteca particular

Biblioteca Particular

Uma coisa que impede muitas pessoas a ter a sua biblioteca particular é se prender ao número de livros. Lembre-se que o importante é começar. Mesmo que você tenha um único título, já organize o seu espaço para receber novas obras no futuro.

Depois de organizar todos os seus livros, pense em formas de como aumentar sua biblioteca particular. Fale para seus amigos e parentes, peça livros de presente para eles. Pesquise também em sebos ou crie uma meta de comprar pelo menos 1 livro por mês.

Há ainda a opção dos clubes de assinatura, onde você paga um valor mensal e recebe um livro novo e vários presentes de editoras ou empresas associadas.

Saiba como organizar os títulos

A organização da sua biblioteca particular não precisa seguir um critério único. Ela precisa ser prática para você. Lembre-se em ordenar os livros de forma que você não fique horas procurando, sem lembrar onde ele foi parar.

As duas maneiras mais comuns de organizar uma biblioteca pessoal é por ordem alfabética ou por estilo. A segunda ainda permite que um mesmo autor fique em sequência, criando uma subcategoria para sua lista de livros.

Você pode ainda criar um organizador para sua biblioteca. Nesse caso, é preciso categorizar as prateleiras. Elas podem ser ordenadas por letras ou números. Depois é só manter um caderno ou uma planilha no computador, com o nome do livro, o autor e o local onde ele fica guardado. É uma forma muito simples e prática.

Não esqueça a manutenção

Ter uma biblioteca particular também pede atenção para a manutenção. Papéis são um imenso chamariz para mofo e poeira. Se você não cuida da limpeza dos seus livros, além de danificá-los, com o tempo o espaço ficará com um odor bastante desagradável e ainda provocará alergias em todos da casa.

Crie uma rotina, que pode ser mensal por exemplo, para limpar seus livros. Existem produtos contra o mofo que também podem ser aplicados nesse momento. Além dessa faxina mensal, tire pelo menos um dia na semana para varrer e passar um pano seco para eliminar a poeira.

Além dos livros, veja também os cuidados necessários para os objetos decorativos da sua biblioteca. Veja se as poltronas estão limpas, se não há vidro quebrado, vasos rachados, molduras descascando, parede com mancha etc. Pense em manter uma estética sempre bonita, isso ajuda também no conforto da sua biblioteca.

Biblioteca Digital também vale?

Biblioteca Particular

Sempre vale. Nem todo mundo conseguirá manter um ambiente com todos os livros que gosta, por exemplo. Chegará um dia que será necessário doar algumas obras para abrir espaço para novas.

Então a nossa dica é você selecionar aqueles livros que gostou, mas que não são os mais importantes e convertê-los em ebooks. Assim você mantém um acervo com todos os títulos que leu e ainda tem lugar para novos livros sempre.

Outra vantagem em ter uma biblioteca particular digital é a mobilidade. Você pode fazer viagens longas e ter acesso aos seus livros sem precisar de volume extra na mala. Basta ter um Kindle ou outro e-Reader para ter acesso a todos eles.

Dá também para encontrar alguns sites que servem como guias de livros online, assinar plataformas de microbooks – como a 12 Minutos – e muito mais.

O que achou das nossas dicas? Dá para montar a sua biblioteca particular sem medo e dificuldades agora! Lembre-se que a leitura é um grande benefício para a sua saúde mental e física. Ela ajuda a controlar o estresse, melhora a atividade cerebral e ainda ajuda a relaxar nas horas vagas.

 

O que mudou na reforma trabalhista 2017

A notícia de alterações nas leis de trabalho dividiu opiniões no Brasil. Você sabe o que mudou na reforma trabalhista 2017? Nós contamos como isso pode afetar você.

O ano de 2017 marcou a economia brasileira sob diversos aspectos. A reforma trabalhista foi um deles. Sancionada em 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas, tivemos poucas atualizações na legislação trabalhista até hoje.

O que mudou na reforma trabalhista 2017

A notícia da nova reforma trabalhista 2017 motivou muitos debates e colocou a população brasileira em lados opostos. Junto com a notícia das mudanças, veio também uma onda de fake news sobre como aconteceria essa transição de leis.

Pesquisamos com atenção e elencamos o que mudou na reforma trabalhista 2017, destacando os principais pontos da nova legislação. Se você ainda não sabe como as leis atuais afetarão – positivamente e negativamente – o seu trabalho, confira mais abaixo o post que preparamos!

Parcelamento de Férias

O que mudou na reforma trabalhista 2017

Quando se fala em tirar férias no trabalho, qual o período que primeiro vem em sua mente? O comum, até essa alteração de leis, é um período integral de 30 dias de descanso a cada 12 meses de trabalho.

Acordos de parcelamentos de férias ou venda de dias – o que acontecia com grande frequência em muitas empresas – não eram permitidos e poderiam resultar em passivos trabalhistas.

O que mudou na reforma trabalhista 2017?

Agora o trabalhador não precisa tirar os 30 dias de descanso, caso não deseje. É permitido fazer acordos legais, sem intervenção de sindicatos e parcelar as férias em até 3 períodos. As condições para que isso aconteça são:

Não é permitido período de férias menor do que 14 dias. O trabalhador pode tirar períodos maiores, desde que o último período não tenha menos de 5 dias;

As férias não podem começar com dois dias antes de finais de semana ou feriados. A justificativa é que esses dias seriam “comidos” pelas férias, sendo um direito do trabalhador.

Demissão com acordos

O que mudou na reforma trabalhista 2017

Situações onde o trabalhador se demitisse ou fosse demitido por justa causa, bloqueariam o acesso a alguns direitos. Não era possível sacar o FGTS, não recebia seguro-desemprego e nem a multa dos depósitos do Fundo de Garantia, de 40%. Acordos também não eram permitidos.

O que mudou na reforma trabalhista 2017?

Agora é permitido que o patrão e o funcionário entrem em acordo sobre a quebra de contrato, com garantia do pagamento de 20% da multa dos depósitos do Fundo de Garantia e saque de 80% do FGTS. O seguro-desemprego continua não valendo para esses casos.

Esse foi um dos pontos da reforma trabalhista 2017 que mais causou divergência de opiniões. A defesa se deu pelo fato de a mudança evitar desgastes entre a relação do patrão com seus funcionários. Os acordos podem ser feitos, registrados em contrato e os direitos estão garantidos.

Por outro lado, quem é contra a mudança afirma que a partir de agora os patrões podem pressionar mais os seus trabalhadores, com a finalidade de não pagar todos os direitos devidos.

Banco de horas negociado sem sindicatos

O que mudou na reforma trabalhista 2017

O banco de horas é um dos passivos trabalhistas que mais movimenta ações judiciais no Brasil. Até a nova reforma trabalhista 2017, todas as horas extras feitas pelo trabalhador não podiam ser compensadas em acordos individuais. Era necessário a intervenção de sindicatos e o banco de horas tinha validade de 1 ano. Após esse período, a empresa era obrigada a pagar o saldo em dinheiro, com um acréscimo de 50% do total.

O que mudou na reforma trabalhista 2017?

O tempo para pagamento do banco de horas diminuiu com a nova reforma trabalhista 2017. Hoje, as empresas têm até 6 meses para compensar as horas extras ou pagá-las em folha. Apesar da redução de tempo, há uma flexibilidade maior nas negociações. O profissional pode conversar diretamente com seu patrão e decidir a melhor maneira de ser restituído por suas horas extras trabalhadas.

Jornada de trabalho maiores

O que mudou na reforma trabalhista 2017

A jornada de trabalho brasileira há muitos anos consistia em um período de até 8 horas diárias, gerando 44 horas semanais e 220 horas mensais. O trabalhador não podia permanecer na empresa por períodos maiores do que esse e não eram permitidos acordos entre patrão e funcionários.

O que mudou na reforma trabalhista 2017?

Agora, o trabalhador pode realizar acordos com seu patrão e alterar a jornada de trabalho para até 12 horas diárias. A condição é que haja uma folga de no mínimo 36 horas seguidas. As escalas de jornada de trabalho precisam constar em contratos, pois, do contrário, podem ser consideradas horas extras.

Home Office regulamentado

O que mudou na reforma trabalhista 2017

Uma das maiores mudanças da nova reforma trabalhista 2017 foi a regulamentação do trabalhador home office. É cada vez mais comum que empresas optem por esse esquema de contratação, com a finalidade de reduzir custos operacionais e estruturais, além de oferecer maior flexibilidade para seus funcionários.

O trabalho a distância, ou Teletrabalho como é aplicado na nova reforma trabalhista 2017, não era regulamentado até então. Essa modalidade existia, mas na maioria das vezes, sem vínculo empregatício.

O que mudou na reforma trabalhista 2017?

Agora, a empresa pode e deve formalizar todos os seus funcionários que trabalham home office. O setor de recursos humanos deve elaborar um contrato próprio para esse tipo de função e seguir com o registro, assim como é feito com outros colaboradores. As funções do trabalhador home office precisam estar completamente discriminadas e a jornada de trabalho deve seguir todos os precedentes que já citamos mais acima, no post.

Conheça tudo o que mudou na reforma trabalhista 2017

Além dos pontos da reforma trabalhista 2017 que listamos neste post, há outros que precisam ser conhecidos. Todo o texto aprovado pode ser consultado no site do Planalto. É importante que você conheça toda a lei, principalmente se está mudando de empresa ou querendo abrir seu próprio negócio.

Agora, conte para nós: você acha que o que mudou na reforma trabalhista 2017 afetará muito o seu trabalho?

Queremos também convidar você para conhecer outros posts sobre dinheiro e negócios aqui no Blog 12 Minutos.

Tenha uma mentalidade vencedora e alcance o sucesso!

Sua mente é capaz de muito mais do que você imagina. Muitas vezes, nos sentimos desmotivados e sem propósito, sem ver saída para os problemas. Mas a verdade é que, para muitas situações, o que falta é desbloquear o potencial do cérebro, aplicando uma mentalidade vencedora.

Parece uma conversa de livros de autoajuda, mas existem pesquisas que provam como uma mudança de mentalidade leva a caminhos nunca antes imaginados. Então, por que não se aproveitar disso?

Carol S. Dweck é professora e pesquisadora de Stanford e escreveu o livro Mindset, onde ela fala sobre a teoria dos pensamentos “fixed” (fixado) e “growth-driven” (progressista). Com base em estudos sobre as pessoas de mais sucesso no mundo, a escritora consegue explicar bem o que fazer para mudar seu mindset e crescer com isso.

Neste artigo, vou explorar as possibilidades apresentadas pela autora de buscar a mentalidade vencedora. Continue lendo para desbloquear o potencial da sua mente!

Aprendendo a ter mentalidade vencedora

Tudo depende da forma como encaramos a vida: encarando desafios e as situações como chances de aprendizado e desenvolvimento de habilidades. Algumas pessoas têm essa mentalidade vencedora naturalmente e outras precisam trabalhar para alcançá-la. Mas o fato é que isso pode não só trazer o sucesso, mas aumentar suas chances de ser feliz.

Quer alguns exemplos disso? Veja só o TED Talks da Carol Dweck (com legendas em PT-BR):

Como você viu, ela fala sobre o quanto é incrível oferecer notas “ainda não” ao invés de apenas notas ruins. Assim, estudantes conseguem ver que podem chegar lá, só ainda não chegaram. A motivação é muito maior dessa forma.

Uma prova disso é um estudo que a própria Carol fez com alunos de cerca de dez anos de idade. Ela apresentou um problema difícil e observou as reações. Os que tinham o pensamento growth-driven aceitaram com o coração aberto, encarando aquilo como um desafio que poderia desenvolver suas habilidades.

No entanto, os estudantes com pensamento fixed viram a situação como algo catastrófico, que abre para falhas, e por isso preferiram fugir a encarar. O resultado desse medo de errar é o pouco desenvolvimento da mente, deixando a pessoa parada sem progredir tanto quanto poderia.

Se você participasse do estudo, qual seria sua resposta?

Se acredita que seu pensamento é fixed, continue lendo para saber como desenvolver sua mentalidade vencedora com base nas teorias de Carol Dweck.

mentalidade vencedora

Pare de ter medo do fracasso

Quem tem a mentalidade fixa, o fracasso é o pior cenário possível. Por isso, preferem nem mesmo tentar. Livre-se hoje mesmo desse vício! Falhar faz parte da vida e é inevitável. Claro, é preciso eliminar ao máximo as chances de ver algo dando errado. Mas algumas vezes, mesmo depois de trabalhar duro, algo pode fracassar. Isso vai te ensinar muito mais do que imagina!

Na verdade, sempre que você puder escolher um caminho que apresenta mais dificuldade, escolha. Assim, da próxima vez que for obrigado a tomar a decisão mais complexa, vai ter aprendido melhor a lidar com ela.

Acredite que realizar algo é possível

Pessoas com mentalidade para o crescimento não são iludidas com a vida. Elas sabem que existem aqueles com mais facilidade para determinadas tarefas. A diferença é que também entendem que com trabalho e esforço, muita coisa é possível. O resultado disso é a tentativa, que pode levar ao sucesso.

Para essas pessoas, o esforço máximo já é considerado uma vitória. Não há o medo de errar porque o caminho até lá ensina muito e isso traz desenvolvimento para sua vida. Com essa mentalidade, você pode descobrir muitas paixões e coisas em que pode se sair muito bem, que antes não sabia.

Saiba que mudar é natural

Muitos de nós rotulam a si mesmos e acreditam que somos daquele jeito e mudar é impossível. Mas isso não é verdade! Podemos evoluir, aprender milhares de coisas novas e buscar a evolução a todo o momento.

O problema aqui é a forma como somos educados, seja por nossos pais ou professores. Adultos, mesmo sem querer, deixam marcas nas crianças, e acabam favorecendo o desenvolvimento da mentalidade fixa. Para superar isso, precisamos trabalhar a fim de mudar essa mentalidade.

O ideal é que todos que participam do desenvolvimento de uma criança encorajam a tentativa e a escolha por desafios. É preciso mostrar para os pequenos que eles estão sempre em evolução e podem aprender o que quiserem. Aqui, é importante lembrar do que Carol Dweck fala em seu TED: elogie o esforço e não o intelecto.

Aplique esforço também em seus relacionamentos

Ter uma mentalidade vencedora não é benéfico apenas para o seu trabalho, mas também para seus relacionamentos. Afinal, cultivar relações com a sua família, amigos e amores também requer uma dose de trabalho e esforço.

Quem tem mentalidade fixa vê suas relações interpessoais em um pedestal, com um ideal impossível de ser alcançado. Se algo foge daquela falsa perfeição, a pessoa tende a desistir e não investir seu tempo. Por isso, é importante pensar nos relacionamentos como desafios, onde você aprende com o outro e se desenvolve.

Pessoas com mentalidade progressiva reconhecem o esforço das outras pessoas em busca de relacionamentos felizes e aceitam de bom coração e não veem seus amigos e familiares como inimigos ou pessoas que têm apenas falhas.

Esforce-se constantemente

Para ter uma mentalidade vencedora, você precisa se esforçar muito e constantemente. Decidir que você quer ter esse modelo de pensamento e aplicar para a vida requer constante busca pelo auto-aperfeiçoamento.

Por isso, não desista! Busque cada vez mais conhecimento e você terá mais chances de se tornar uma pessoa com mentalidade vencedora com sucesso na vida. Quer saber mais sobre o Mindset? Leia o microbook na plataforma do 12 Minutos! Não deixe ainda de compartilhar com quem está precisando daquele empurrãozinho para mudar sua mentalidade 😉

Aprenda a controlar o estresse e tenha mais qualidade de vida

Livrar-se de toda a tensão do cotidiano é uma missão impossível. Mas a boa notícia é: se não dá pra evitar, pelo menos podemos controlar o estresse e vivemos melhor.

Controlar o estresse

Os especialistas, inclusive, garantem que uma certa dose de estresse é normal e pode até ser benéfica para as pessoas. Isso porque, na fase inicial, ele leva à produção de adrenalina, deixando o corpo em estado de alerta para enfrentar os problemas.

No meio corporativo, o estresse ainda nos ajuda na adaptação ao ambiente e nos conduz para a excelência. O problema começa a se agravar quando você não consegue controlar o estresse e ele torna-se crônico.

Os sinais do estresse

Quando você não consegue controlar o estresse, o corpo reclama. O problema afeta a pessoa em todos os aspectos: físico, comportamental e cognitivo. Veja alguns exemplos:

Sintomas físicos:

Controlar o estresse

  • Energia baixa e insônia
  • Dores de cabeça, dores no peito e taquicardia
  • Dores musculares
  • Baixa no sistema imunológico, com resfriados e infecções mais frequentes que o normal
  • Ganho de peso, distúrbios digestivos e náuseas
  • Mudanças no apetite e dificuldades para engolir
  • Alterações no libido
  • Nervosismo e tremores
  • Zumbidos no ouvido
  • Mãos e pés frios ou suados
  • Boca seca e dificuldade para engolir
  • Mandíbula apertada
  • Envelhecimento acelerado

Sintomas comportamentais:

Controlar o estresse

  • Mudanças bruscas de humor, afetando também os relacionamentos
  • Baixa autoestima e tendência de se afastar das pessoas
  • Agitação frequente
  • Sensação de estar sufocado com alguma coisa
  • Dificuldade de relaxar
  • Solidão e depressão
  • Procrastinação
  • Tendência ao consumo de álcool, drogas e cigarros
  • Tiques nervosos, como roer unhas, piscar os olhos, movimentar de um lado para outro etc

Sintomas cognitivos:

Controlar o estresse

  • Perda temporária de memória
  • Excesso de preocupação, a todo instante
  • Divagações
  • Dificuldade de se organizar
  • Dificuldade de se concentrar
  • Pessimismo

Os sintomas, no entanto, variam de uma pessoa para outra. O ideal é procurar um médico para um diagnóstico certeiro e, se necessário, iniciar um tratamento para amenizar os impactos negativos do estresse.

Dicas para controlar o estresse

Deu para perceber que, ao controlar o estresse, você estará investindo na melhoria da qualidade de vida. Isso refletirá, também, no seu desempenho profissional e na produtividade. Ou seja, você só tem a ganhar.

Veja algumas dicas que vão ajudá-lo a reduzir o ritmo no dia-a-dia e controlar o estresse:

Desacelere

Controlar o estresse

Reserve 5 minutos do seu dia para observar os seus comportamentos de maneira consciente. A ideia é se concentrar nos seus sentidos e, assim, reduzir a tensão. Então, pare para sentir o vento no seu rosto e observar a reação. Veja como seus pés tocam o chão e suas mão manuseiam as coisas, por exemplo. Ao comer, saboreie a textura, o sabor e o aroma de cada porção. Tente ouvir o que você, geralmente, nunca ouve ao seu redor.

Divirta-se com os seus passatempos

Trabalhar é necessário e muita gente adora o que faz. Mas a vida não se resume a trabalho, trabalho e trabalho. Por isso, dedique tempo para outras coisas que lhe fazem sentir bem e aliviam as tensões. Tem gente que gosta de ler, outros de assistir TV, tocar um instrumento musical, pintar um quadro ou desenhar numa folha de papel… tem aqueles que amam um playstation ou um tricô. Não importa qual é o seu passatempo favorito. O importante é que você tenha um. Bastam poucos minutos de dedicação para os resultados aparecerem.

Medite

Controlar o estresse

Você vai precisar de pausas para controlar a depressão. E meditar é uma excelente opção. Estudiosos garantem que meditação diária tornam o cérebro mais resistente ao estresse. E você pode fazer isso em qualquer lugar: em casa, no trabalho, na pracinha… Existem várias técnicas e também aplicativos que ensinam e ajudam a meditar.

Respire

Concentrar-se em sua respiração também é uma boa dica para controlar o estresse. Quando o “bicho estiver pegando”, no trabalho ou em casa, pare e respire fundo. Endireite a sua postura, feche os olhos e sinta o ar entrando pelas narinas. Faça o mesmo ao expirar pela boca. Uma respiração profunda reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Converse sobre os seus problemas

Se você sentir confiança e confortável para se abrir com os seus amigos, ótimo. Use isso para ajudar a controlar o estresse. Compartilhe com outras pessoas os seus sentimentos. Mas você pode também falar sozinho. Não tem nada de errado nisso, pelo contrário, esse bate-papo positivo com você mesmo pode ajudá-lo a ter uma vida mais feliz.

Dê gargalhadas

Controlar o estresse

Ria, mas ria muito e ria alto. Aquelas gargalhadas deliciosas diminuem o cortisol, que é o hormônio do estresse. E não é só isso. As gargalhadas melhoram o nosso humor, porque atuam na endorfinas. Então faça isso quando estiver conversando com alguém, ao assistir aquela comédia, lendo os quadrinhos na revista etc.

Cuide da alimentação

Não é novidade pra ninguém que uma boa alimentação faz muito bem para a nossa saúde. E isso vale também quando se quer controlar o estresse. Abuse de vegetais, inclua no seu cardápio as frutas, grãos integrais e proteínas magras para energia. Uma visita ao nutricionista pode lhe dar a receita exata para você se alimentar corretamente.

Viaje com as músicas

Controlar o estresse

Ouvir música relaxa e joga o estresse para o escanteio. Dê preferência para aquelas suaves, com sons da natureza (pássaros, água, folhas etc) que são um santo remédio para diminuir a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a ansiedade. Ao ouvir suas músicas, permita-se concentrar nas melodias e vá para bem longe dos seus problemas.

Mexa-se

Você pode até não gostar de fazer atividades físicas regulares. Você não é o único. Mas, mesmo assim, é preciso vencer a preguiça e movimentar-se. Para controlar o estresse não é necessário exagerar na dose. Exercícios leves, alongamentos e caminhadas, por exemplo, são suficientes. Antes de iniciar qualquer atividade física é recomendável procurar um especialista, para saber o que é melhor para o seu caso em especial.

Elimine seus gatilhos

Para controlar o estresse, você deve encontrar as causas do problemas. Pode estar no excesso de trabalho, numa dívida que não para de crescer, no trânsito, num problema de saúde na família… Você pode ter uma causa ou várias ao mesmo tempo. Identificá-las é o primeiro passo para reduzir os impactos na sua saúde e bem-estar e, até mesmo, eliminar esses gatilhos.

Então, você curtiu esse post? Ainda não terminamos. Temos a nossa dica de leitura para hoje. É um livro que trata de boa vibração e de como encontrar mais felicidade em sua vida. Anote aí:

Metas Para Uma Vida FelizJanete Dopke & Mariano Soltys

Controlar o estresse

A plataforma 12MIN tem um monte de outras fantásticas opções de leitura. Vale a pena passear por lá. Clique aqui e aproveite!

 

Resumo do Livro: A Startup Enxuta, de Eric Ries!

Eric Ries é um dos maiores pensadores do movimento das startups de tecnologia do mundo. Para ele, uma startup é uma organização criada em situações de extrema incerteza, buscando um modelo de negócios escalável e repetível. Em A Startup Enxuta, ele propõe um modelo diferente de se pensar sobre empreendedorismo que foi amplamente adotado pela comunidade. A metodologia da Startup Enxuta, também conhecida como metodologia lean, ajuda empresas a serem mais eficientes, gastar menos e aproveitar-se ao máximo do seu maior ativo, suas pessoas. Neste Microbook, trazemos para você um modelo para ajudar sua empresa a aprender de forma validada pelo mercado, através da experimentação rápida e constante. O jeito enxuto de criar empresas precisa de velocidade e agilidade para ser capaz de mudar de direção sempre que necessário. Deixe seu plano de negócios de lado e mergulhe conosco nessa leitura!

A Importância da Visão

Toda startup tem um norte, uma direção para onde ela gostaria de ir, que está associada diretamente a sua visão.

É preciso ter uma estratégia clara que envolva um modelo de negócios, um planejamento do produto e uma visão clara do mercado, incluindo parceiros, concorrentes e clientes. O produto vendido por uma startup é o resultado final desta estratégia e pode e deve sempre mudar, para alcançar a visão pré-determinada. Eric chama as grandes viradas estratégicas de uma startup de pivots. A visão quase nunca muda, mas a maioria das empresas falham por serem incapazes de executar e colocar esta visão em prática. Uma startup é uma organização humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em um ambiente de extrema incerteza, por isso é necessário ser capaz de experimentar e aprender rapidamente.

A Importância do Aprendizado Validado

É natural que as pessoas digam que aprenderam muito durante um projeto ou ao iniciar algo novo, mas para Eric é preciso mais do que apenas aprender. É preciso validar constantemente os aprendizados e checar se eles continuam verdadeiros. Seu verdadeiro objetivo não é o aprendizado em si, mas a validação do mesmo. A validação vem através da simplificação e da comprovação de que você está resolvendo um problema que as pessoas têm. Você precisa focar no que os clientes realmente precisam e eliminar todo o resto. Em sua startup IMVU, Eric trabalhava desenvolvendo um mundo virtual 3D e plugins para ferramentas de chat em 2004. Durante a fase de testes inicial da empresa, em conversas com usuários e observando seus comportamentos, ele descobriu que os consumidores não queriam ter ou não sabiam lidar com a instalação de plugins em seus softwares de chat. Por outro lado, ele também aprendeu que as pessoas não se importavam de ter que instalar um novo software de chat, ou mesmo usar mais de um software. Esse aprendizado foi validado pelos consumidores e ele percebeu que havia desperdiçado muito tempo e recursos criando algo que as pessoas não queriam ou sabiam usar. Após esta realização, Eric e seu time perceberam que o importante era lançar experimentos rapidamente, aprender com eles e entender o que funciona e o que não funciona.

A validação vinha dos números e da análise do comportamento dos usuários. Se uma mudança ocorria e trazia bons resultados, ela era validada e mantida, caso contrário, ela era removida.

A Importância da Monetização Cedo

Na vida de uma startup, um dos seus objetivos é encontrar um modelo de negócios e isso vem através da geração de receitas. Se as pessoas pagam por algo, aquilo está minimamente validado.

A startup de Eric começou a cobrar de seus clientes bem cedo, ao contrário de muitas startups, e isso também os ajudou. É melhor ter alguma receita o quanto antes, mesmo que ela seja pouca, do que gastar muito tempo tentando descobrir algo pelo qual as pessoas vão pagar um dia. Muitos empreendedores ficam presos no desenvolvimento de produtos por muito tempo sem cobrar dos seus potenciais clientes e sonhando com o dia em que as pessoas simplesmente irão querer pagar por seus produtos e serviços. A grande verdade é que, na maioria das vezes, adiar a cobrança é algo que leva ao desenvolvimento de produtos pelos quais as pessoas não querem pagar. Começar a cobrar cedo é importante e vai te ajudar a realmente entender quanto valor você está gerando para as pessoas com seu produto ou serviço.

Para descobrir um modelo de negócios, você precisa interagir com os potenciais clientes e capturar valor. Por isso, você precisa começar com um protótipo, ainda que incompleto e constantemente validá-lo com seus potenciais clientes. Crie metas de receita ainda que baixas, mas que crescem constantemente desde o início.

A Importância da Experimentação

Os fundadores da Zappos tinham uma visão de que as pessoas queriam comprar sapatos pela internet.

Mas como testar se isso realmente funciona, sem ter que comprar milhares de pares de sapatos, construir um site e montar um estoque? Ao invés de começar com uma grande estrutura, eles fizeram um experimento para validar se existia demanda para alcançar a visão de vender sapatos pela internet. Eles começaram tirando fotos de sapatos em diversas lojas físicas e anunciando estes sapatos na internet. Se um cliente fazia um pedido, eles iam até a loja, compravam o sapato e enviavam para o cliente. Esse produto mínimo permitiu que eles testassem diversos fatores críticos para o sucesso do negócio. Com este experimento, eles aprendiam de forma validada se havia demanda, qual a precificação ideal para os produtos deles, quais as reclamações e desafios logísticos do negócio, com um mínimo de gastos. Essa validação permitiu que eles realmente começassem a empresa e ela foi um sucesso tão grande que acabou sendo adquirida pela gigante Amazon por mais de U$ 1 bilhão.

Construir, Aprender, Mensurar

Para experimentar da maneira correta e gerar aprendizados validados, é preciso seguir o método científico. Assim como na ciência, no mundo dos negócios, todo experimento deve começar com uma hipótese. Uma hipótese de preço, por exemplo, testa se o produto realmente gera valor para os usuários. Uma hipótese de marketing, por outro lado, testa se a empresa consegue chegar até os consumidores a um custo que permita gerar lucro. Para testar o valor do seu produto para o cliente, encontre potenciais clientes para executar o experimento. Para conduzir um teste efetivo, você precisa seguir 3 passos principais:

  • Construir;
  • Mensurar;
  • Aprender;

Em uma startup, este ciclo tem que estar rodando o tempo todo. Encontre pessoas que seriam o cliente ideal para esse produto imaginável e construa um produto mínimo viável (MVP), tendo você como concierge. Sim, o produto não estará maduro o suficiente, mas para os usuários iniciais, se o problema que você resolve é grande o suficiente para gerar valor para eles, eles te perdoarão pelos seus erros e bugs.

Participe ativamente da validação do produto junto aos clientes e monitore todos os resultados do experimento. Acompanhe novas receitas, adoção de funcionalidades, frequência de uso, etc. Sempre analise se a mensuração corrobora sua hipótese inicial.

Por exemplo, se um cliente pede uma funcionalidade que ainda não existe, mas que você pretende fazer um dia, isso significa que você está no caminho certo. Por outro lado, se existem funcionalidades no plano de produto que não são pedidas pelos clientes, retire-as do plano para evitar desperdício. Estas interações próximas com os clientes irão te ajudar a validar constantemente suas hipóteses.

O modelo de construir-mensurar-aprender é o principal pilar da startup enxuta e uma vez que um MVP está construído, seu objetivo é rapidamente aprender e iterar nele, partindo sempre de novas hipóteses e feedbacks de usuários.

O Salto da Fé

Toda startup precisa também ter crenças sobre seu produto e sua capacidade de realmente atender aos anseios dos clientes. Steve Jobs, por exemplo, ao lançar o iPod, tinha 2 crenças primordiais, que eram tidas como verdadeiras. A primeira delas é que os usuários queriam ouvir música em qualquer lugar, nos seus fones de ouvido. A segunda é que eles estavam dispostos a pagar por música na internet, diferente de como consumiam música anteriormente, através da pirataria digital. A primeira já tinha sido validada pela Sony, com o Walkman, mas a segunda era muito mais incerta e arriscada. É preciso saber escolher os riscos que você vai assumir e reduzí-los ao máximo, através da validação.

A Intuit é uma empresa que foi fundada sobre a crença de que um dia as empresas usariam computadores para pagar contas e acompanhar suas despesas e sua situação financeira e contábil. Para testar o conceito, ele telefonava para pessoas aleatórias para entender como essa visão se comportava na prática.

A Toyota, que é uma das precursoras do movimento lean, tinha um método de validação chamado “Veja por você mesmo”, cuja premissa incentivava seus funcionários a vivenciar situações nas quais era necessário aprender antes de criar novos produtos. Seu diretor do segmento de vans, para aprender mais sobre o potencial cliente, viajou pelos Estados Unidos numa van entendendo como a minivan funciona na prática. Rapidamente ele descobriu que em longas viagens de famílias com crianças (o público alvo das vans) o conforto importa muito e é um diferencial para toda a família. Por isso, quando o veículo foi lançado, ele tinha foco total em conforto e um espaço interno aconchegante para longas viagens familiares. Isso fez com que o veículo se tornasse um grande sucesso.

Um dos maiores desafios a ser evitado é evitar a paralisia para analisar informações de mercado. Uma startup só é capaz de aprender conversando exaustivamente e se colocando no lugar dos consumidores. Muitos erros de estratégia podem ser evitados apenas conversando com o cliente o tempo todo.

Como Testar Seu Produto

Quando começou, a visão de Andrew Mason, fundador Groupon, era criar uma plataforma de ativismo digital, onde as pessoas se relacionassem com causas. Este foi o salto de fé, e ele falhou para o Groupon.

Para superar esta derrota, o time de Groupon começou a experimentar ideias diferentes, através de um blog e uma lista de emails, para os quais enviava cupons de descontos. No início era tudo manual, e não existia software proprietário para validar aquela ideia. Apenas o time da empresa interagindo com os clientes.

Muito rapidamente, eles sentiram que a ideia era bem aceita pelos usuários e começaram um longo esforço para automatizá-la e, aí sim, construir o software que rodaria o Groupon, meses depois. É importante mostrar o produto, ainda que imaturo aos clientes, o quanto antes para usar certeza e não apenas a fé para validar um mercado. Isso pode ser contra-intuitivo para empreendedores que sempre querem lançar o melhor produto possível, mas o melhor produto possível é um futuro incerto e você só é capaz de alcançá-lo se estiver efetivamente testando ideias e validando-as.

Outra história de um produto que se beneficiou da abordagem de lançar cedo e aprender foi o Dropbox. A solução de armazenamento na nuvem estava buscando investimentos e todos os investidores diziam que aquele era um mercado saturado. Ninguém queria investir. Drew Houston, CEO da Dropbox tinha uma visão diferente. Ele achava que o mercado era ruim pelo fato de os produtos de armazenamento na nuvem serem ruins e difíceis de usar e, por isso, ele se moveu rápido para validar sua ideia. Criou um video demonstrando a visão de como seria o software e chamou a atenção das pessoas para uma nova abordagem no jeito de armazenar arquivos. Isso permitiu que ele validasse que existia demanda para o produto que queria construir e aí sim, efetivamente, construir o software.

Muitos empreendedores tem medo de lançar um MVP, por medo da competição de empresas maiores. Entretanto, essa percepção é falha, já que os gerentes de produtos das grandes empresas geralmente estão atolados de projetos a todo tempo, tem ótimas ideias e não tem velocidade. Eles sabem que se quiserem copiar algo, podem copiar algo posteriormente, por isso você não deve se preocupar com isso para adiar seus testes de MVP.

Também em relação à experimentação, é muito importante entender que o que os usuários percebem como qualidade do produto é bem diferente do que a empresa percebe. Os usuários se importam se o produto funciona para eles e não se foi investido muito tempo para criá-lo. Em alguns casos, acidentalmente você pode criar coisas que os usuários amem e que não haviam sido planejadas para isso, por isso é preciso testar novas coisas e monitorá-las o tempo todo.

Como Mensurar seu MVP

Depois de construir seu MVP e ter os primeiros usuários, teste as hipóteses mais arriscadas primeiro, assim você maximiza suas chances de acertar e também reduz os riscos de testar algo ousado demais que afaste seus clientes posteriormente. Defina a métrica fundamental que você quer afetar (receitas, adoção, aquisição) e crie um conjunto de experimentos para atacá-la. Se os resultados são positivos, continue naquela direção e se eles são negativos, considere mudar a direção. É importante ter cuidado para não acompanhar métricas de vaidade, métricas que são expressivas em volume, mas não capturam o valor real do seu produto para o cliente. Esqueça métricas como usuários cadastrados e foque no uso do seu produto, capacidade de adquirir novos clientes e crescer suas receitas. Para Eric Ries, as boas métricas são:

  • Acionáveis: Você sabe o que fazer para alterá-la;
  • Acessíveis: Ela é fácil de ser acompanhada;
  • Auditáveis: Ela é realmente confiável;

Crie um modelo para priorizar suas hipóteses com 3 partes: testes guardados, testes em andamento e testes validados. Priorize seus experimentos nestas colunas e após o avaliar as métricas, fique com os experimentos bem sucedidos e descarte os que falharam.

Continuar ou Pivotar?

O quanto de dinheiro sua empresa tem no banco e quanto você gasta por mês lhe diz o quanto você pode experimentar. Acompanhe isso de perto, para saber sempre se é a hora de continuar na direção atual ou dar uma guinada no seu negócio. Se as coisas estão indo bem e seu produto segue crescendo, com ótimas perspectivas, provavelmente você encontrou seu fit de mercado ou o Product Market Fit, termo criado por Eric.

Quando sua empresa não consegue progredir com as hipóteses e o MVP existente, e os números não seguem melhorando, pode ser a hora de pivotar. Um pivot é uma nova direção de produto, com novas validações e potencialmente novos perfis de clientes. Muitos empreendedores se arrependem de não terem “pivotado” mais cedo, ou terem feito isso tarde demais e a empresa não sobreviveu. Diversas empresas passam por pivots e é extremamente comum ter estas viradas. A Wealthfront, por exemplo, pivotou de um serviço de gestão de compra de ações para uma empresa de gestão de patrimônio na internet.

Conheça os Diferentes Tipos de Pivots

Se é hora de virar a direção, é preciso entender que existem muitos tipos diversos de caminhos que sua empresa pode seguir.

  • Pivot interno: Ocorre quando uma funcionalidade do MVP se torna o novo produto e ele se foca em melhorar apenas a parte do sistema que já funciona;
  • Pivot externo: Quando o MVP atual se torna uma funcionalidade de um novo produto;
  • Pivot de segmento de clientes: Ocorre quando o produto é o mesmo, mas comercializado para outros clientes;
  • Pivot de necessidade do cliente: Quando o cliente é o mesmo, mas a proposição de valor para ele muda;
  • Pivot de plataforma: Quando o produto deixa de ser um único produto e se torna uma plataforma para outros produtos;
  • Pivot de arquitetura de negócios: Quando a empresa muda dramaticamente seu modelo comercial em busca de capturar mais valor;
  • Pivot de valor: Quando o modo como a empresa cobra por seus serviços muda;
  • Pivot de crescimento: Ocorre quando a maneira como a empresa adquire novos clientes muda.
  • Pivot de canais: Quando os canais de distribuição mudam;
  • Pivot de tecnologia: Quando a tecnologia utilizada para construir o produto muda;

É preciso considerar todos os tipos de pivots antes de fazer uma mudança. Pergunte-se o que teria mais impacto:

  • Mudar meu cliente alvo?
  • Mudar o modelo de cobrança?
  • Mudar seus canais de distribuição?
  • Mudar o seu jeito de adquirir clientes?

Documente estas possíveis direções e crie experimentos antes de fazer o pivot em si.

O Fit de Mercado

Se sua empresa tem fit de mercado, é importante saber que novos clientes chegam a ela baseados no sucesso dos clientes anteriores, pois eles estão constantemente falando do seu produto para outras empresas, usando-o e recomendando-o. Se você está em dúvida se sua empresa atingiu o fit de mercado, é porque provavelmente ainda não. Mas se você já sabe que a demanda pelo seu produto só cresce, não existe mais dúvida e chega a hora de pisar no acelerador. O importante é que, a medida que a empresa cresça, ela seja capaz de se adaptar ao seu perfil de clientes, que também evoluiu ao longo do tempo. É preciso ser capaz de se adaptar, encontrar novos canais de aquisição e constantemente melhorar o produto.

Não Fique Estagnado

Grandes empresas podem ser capazes de inovar, mas para isso elas precisam ser capazes de formar pequenos times independentes e com os recursos necessários. Na Toyota, toda vez que aparece um novo produto para entrar no mercado, é criado um pequeno time e esse time tem liberdade de experimentação.

Estes times precisam ser blindados dos demais grupos da organização politicamente. Para Eric, criar times secretos acaba gerando mais políticas internas, o que é prejudicial ao projeto. O time tem que ser dono do projeto e ter autonomia para colocá-lo em prática.

Notas Finais:

Startups deveriam usar uma abordagem semi-científica para testar suas principais suposições e então elaborar um modelo sustentável de negócios a partir de uma hipótese validada. Elas deveriam desenvolver protótipos de produtos rapidamente e então refiná-los continuamente por meio da coleta de feedback de consumidores e dos ciclos CMA (Construir, Mensurar, Aprender).

Toda startup tem que definir suas métricas centrais e analisá-las de forma apropriada.

Dica do 12′: Gostou do Lean Startup? Leia a obra que mais influenciou Eric Ries, The Four Steps to Epiphany, do professor Steve Blank.

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Resumo do Livro: A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, de Mark Manson!

Já que você está aqui, que tal conhecer o 12min e descobrir uma nova forma de aprendizado? Corre lá pra conhecer!

Escutamos por décadas que pensar positivo é a chave para sermos felizes e para enriquecer. Mark Manson parece discordar. Em ‘The Subtle Art of Not Giving a Fuck’, que foi traduzido como “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, ele nos mostra que, para melhorar nossas vidas, devemos aprender a aceitar que somos limitados e falhamos o tempo todo. Nem todo mundo pode ser extraordinário ou excepcional em tudo e não há problema nisso! Manson nos aconselha a aceitar nossas limitações e nossos medos para encontrarmos coragem e perseverança. Devemos descobrir o que realmente nos importa e quais são nossos valores. Se você já leu livros de auto-ajuda que prometem que você pode melhorar sua vida se apenas pensar positivamente e achou isso tudo muito idiota, esse livro é para você! Algumas vezes as coisas dão errado e precisamos aprender a lidar com isso! O autor nos mostra como usar nossos fracassos a nosso favor. Se você está procurando por ideias novas e completamente diferentes das que existem por aí, leia esse microbook!

Aceite os aspectos negativos da sua vida

Manson começa seu livro com a história de um homem que, durante grande parte da sua vida, foi um completo fracassado. A sociedade o rotulava como um perdedor. Esse homem, Charles Bukowski, alcançou o sucesso em sua carreira como escritor, mas isso não fez com que ele deixasse de ser um perdedor. Em seu túmulo, está inscrita a seguinte mensagem: “Não tente”.

A história de Bukowski está presente em diversos livros, filmes e seminários que pregam que para vencer suas dificuldades e se tornar grande, você não pode desistir. Nunca desistir se tornou um clichê do mercado de auto-ajuda e segue sendo repetido à exaustão.

Manson nos diz que esse conselho positivo de auto-ajuda está, na verdade, contribuindo para sua infelicidade, porque ele deixa claro tudo o que você não possui, essencialmente dizendo que, para melhorar, primeiro você precisa se sentir péssimo sobre quem você é.

Manson insiste que a abordagem convencional de “pensar positivo” nos ensina que precisamos ignorar muitas coisas – bons carros, corpos perfeitos, uma casa grande. Mas todos os dias somos bombardeados com imagens vindas da televisão ou computador que nos mostram outras pessoas que possuem essas vidas incríveis. Começarmos a acreditar que nos sentirmos ansiosos, tristes ou insatisfeitos é simplesmente inaceitável, o que faz com que nos sintamos ainda piores com essas emoções.

Então Manson apresenta uma teoria alternativa. Como o desejo por uma vida melhor causa um efeito negativo em nossas emoções, devemos aceitar os aspectos negativos da nossa vida. Precisamos nos acostumar com nossas limitações e falhas. Fazer isso vai nos trazer experiências mais positivas, porque quando não temos mais medo da dor das nossas experiências negativas, nos tornamos capazes desafiar a nós mesmos, sem permitir que qualquer coisa nos impeça.

Importe-se apenas com as coisas que valem a pena

Manson é rápido em explicar que ele não quis dizer que uma pessoa deve ser indiferente a tudo em sua vida – esse tipo de pessoa, na visão dele, é um psicopata. Ele não defende que temos que ficar “nem aí” para tudo e todos, levando uma vida apática.

O que recomenda é que, em vez de ser indiferente, você deve aprender como se sentir confortável com a diferença.

Isso significa não se importar com o que alguém pensa sobre sua roupa ou sua escolha de carreira – significa defender suas escolhas frente às adversidades.

E para enfrentar a adversidade, você deve primeiro aprender a se importar com coisas maiores que a adversidade – superando as dificuldades triviais da vida para se preocupar apenas com os problemas que valem a pena. Nós temos o controle sobre as coisas que nos importam e é preciso escolher com o que queremos nos importar.

Você tem a escolha de se importar ou não com as coisas que acontecem em sua vida. Então, você precisa escolher se importar apenas com as coisas que são realmente importantes.

Escolha a felicidade todos os dias

Manson conta a história do pai de um príncipe que decide poupá-lo de todo sofrimento humano. Um belo dia, este príncipe descobre o que seu pai fez e fica horrorizado com o estado do mundo fora de sua bolha.

O mundo lá fora é muito diferente do que acontece no seu dia a dia. Esse príncipe acreditava que iria alcançar a felicidade se vivesse longe de todos os prazeres do mundo. Mas isso não funcionou. Esse príncipe se tornou conhecido como Buda e sua filosofia – de que a dor e a perda são uma parte inerente da existência humana e não devem ser evitadas – espalhou-se por todo o mundo todo e continua a ser praticada até hoje.

A ideia principal é essa: você pode escolher a felicidade todos os dias de sua vida em vez de imaginar que um dia será feliz. Então, pare por um momento e faça uma escolha deliberada de que você será feliz agora. Pare de dizer “algum dia serei feliz se alcançar X ou Y” e escolha a felicidade agora, independente do que estiver acontecendo em sua vida.

Pare de pensar que você é excepcional

Apenas sentir-se bem com você mesmo não significa nada, a menos que você tenha uma boa razão para se sentir bem.

Nos anos 60, uma tendência na área da psicologia começou, focada em ajudar as pessoas a desenvolverem uma melhor auto-estima. A teoria era de que pessoas que se sentem bem com elas mesmas se saem melhor na vida e causam menos problemas. Escolas, igrejas e empresas começaram a utilizar essa teoria. As pessoas eram bombardeadas com mensagens dizendo que eram excepcionais e capazes de alcançar grandes coisas.

O grande problema é que muitas pessoas escutam essa mensagem e acreditam nela – mas nunca fazem nada para serem excepcionais ou bem-sucedidas. Essas pessoas acreditam tanto em si mesmas que se tornam auto-destrutivas e narcisistas.

E algumas vezes acontece o contrário. Algumas pessoas que sofrem experiências traumáticas ou frustrações, começam a acreditar que são especiais por causa de sua dor. Elas começam a se ver como vítimas. Essas pessoas acreditam que podem ter um comportamento ruim porque foram vitimizadas por algo fora do seu controle.

Esses comportamentos levam as pessoas a assumirem uma postura egoísta e fazem com que elas acreditem que o mundo gira ao seu redor e dos seus sentimentos.

O fato de sermos constantemente bombardeados com exemplos de pessoas extraordinárias e excepcionais na TV e na internet, também não ajuda. Quando nos comparamos e comparamos nossas realizações àquilo que vemos, nos sentimos medíocres. Isso fez com que a mediocridade se tornasse um novo padrão para o fracasso. A simples ideia de que todo mundo pode ser extraordinário é impossível. Ser extraordinário não é algo fácil, simples. Muitas vezes, é inalcançável para a maioria das pessoas.

Seu esforço constante para ser extraordinário e excepcional é ruim para sua saúde mental, e a cura para este sofrimento é aceitar que muitas das coisas que você faz e quem você é são medíocres. Quando você aceita que nem tudo que você faz precisa ser extraordinário, você passa a poder apreciar as coisas simples da sua vida.

Problemas podem ser bons ou ruins. Valores também

Nem todos os problemas são ruins. Na realidade, problemas são necessários para alcançarmos a felicidade. No entanto, isso não significa que todos os problemas são bons. Algumas vezes somos confrontados com problemas ruins e esses problemas são o resultado de valores ruins.

Para ilustrar esse ponto, Manson usa anedotas contrastantes. A primeira é a história de Dave Mustaine, um guitarrista que foi expulso da banda Metallica na época em que eles começaram a fazer sucesso. Mustaine jurou que começaria sua própria banda e que faria mais sucesso do que o Metallica. Ele formou a banda Megadeth e vendeu mais de 25 milhões de álbuns. No entanto, mesmo tendo se tornado um milionário famoso, Mustaine ainda se sentia um fracassado, pois o Metallica havia vendido mais de 150 milhões de álbuns. Para qualquer pessoa, Mustaine era bem-sucedido, mas, para ele mesmo, era um fracassado.

A segunda história é a de Pete Best, o baterista que foi expulso dos Beatles assim que eles atingiram o sucesso. Best não se tornou um músico famoso, mas ele se considerava bem-sucedido e disse que ser expulso dos Beatles foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com ele, porque o levou a conhecer sua esposa e começar uma família. A diferença entre Mustaine e Best é que Best escolheu valores melhores para medir seus fracassos ou sucessos.

Manson define os valores ruins como supersticiosos, socialmente destrutivos e não imediatos ou não controláveis. Seriam, por exemplo, os valores de Mustaine, que queria formar uma banda melhor que o Metallica, mas não podia controlar qual banda seria mais popular.

Por outro lado, Manson define os valores bons como realistas, socialmente construtivos e imediatos ou controláveis. Seria o caso de Best, que valorizava passar tempo com sua família – uma coisa que ele era capaz de controlar todos os dias de sua vida e que o ajudou a estreitar os laços com seus entes queridos. Os bons valores incluem coisas como honestidade, criatividade e caridade. Os valores ruins incluem desejos como tornar-se rico ou ser melhor do que alguém.

Escolher valores bons significa escolher problemas bons. Valorizar a honestidade pode significar ter confrontos dolorosos ou desagradáveis, mas esses confrontos o levarão ao crescimento, enquanto as mentiras levam à destruição e à perda de confiança. Para evitar os problemas ruins, devemos gastar um tempo definindo nossos valores e determinando se eles são valores bons.

Tenha o controle da sua vida

Quando nos sentimos miseráveis em nossas vidas, muitas vezes é porque não estamos no controle – alguém ou alguma coisa está nos forçando a viver uma série de situações ruins. No entanto, quando sabemos que nossos problemas dependem de nossas próprias escolhas, nos sentimos empoderados. Podemos ainda ter muito trabalho a fazer e, inclusive, passar por algum sofrimento, mas nos sentimos no controle dessa luta.

Manson conta a história de William James, um homem que sofreu muitas dificuldades em sua vida, incluindo doenças. Muito do que aconteceu com James não foi sua culpa, mas ele sofreu por tudo independente disso. James estava a ponto de se matar quando decidiu fazer um experimento: por um ano, decidiu assumir a responsabilidade por tudo que aconteceu com ele, sendo sua culpa ou não. Ele então se tornou o pai da psicologia americana.

Coisas que estão fora do nosso controle acontecem, mas Manson nos lembra que a interpretação dessas coisas está em nosso controle. Assumir a responsabilidade por nossas próprias experiências nos dá poder. Também nos ajuda a perceber que não podemos controlar mais ninguém – só podemos controlar como agimos. Isso pode ser complicado, especialmente diante de uma tragédia. Eventos como doenças, furacões e acidentes, acontecem com pessoas todos os dias, e essas pessoas não escolheram isso. No entanto, devemos escolher como proceder em relação a isso.

Reconheça que você está errado

Aprender não é o processo em que você deixa de estar errado para estar certo; é o processo em que você evolui de ‘muito errado’ para ‘pouco errado’. Isso acontece porque o aprendizado é um processo interminável. Em vez de ficar obcecado em buscar pela resposta certa, Manson recomenda que você perceba que a cada dia está ‘menos errado’.

A certeza é uma falácia que nos impede de procurar por novas maneiras de crescimento. Se temos certeza de que ninguém nos acha atraente, nos impedimos de encontrar um parceiro romântico que nos aceite como somos. Se temos certeza de que uma nova experiência será dolorosa, perderemos a chance de ver se a experiência poderia ser positiva. Nossas mentes e emoções são muitas vezes imperfeitas. Nossos cérebros e memórias são imperfeitos e sujeitos a diversas formas de auto-sabotagem. Quando não questionamos nossas crenças e a nós mesmos, corremos o risco de sermos destrutivos. A incerteza nos ajuda a explorar e progredir para estarmos ‘menos errados’.

O conselho de Manson é duro: você precisa se matar. Não fisicamente, mas psicologicamente. Nós mudamos quem somos todos os dias, à medida que processamos novas informações vindas de nossas experiências. Se uma pessoa tem medo de deixar seu antigo ‘eu’ de lado, ela nunca desenvolve um novo ‘eu’. E criar um “eu” melhor que o anterior é essencial para que você possa se reinventar constantemente e assim ser feliz. Em cada situação, devemos nos perguntar se podemos estar errados, o que significaria se estivéssemos errados e qual tipo de problema – bom ou ruim – resultaria de nossos erros.

Aceite o fracasso e a dor

Você pode ser sua própria fonte de inspiração. Você pode ser sua própria fonte de motivação. Sempre que quiser, você consegue agir. E fazer alguma coisa, tomar ações, é sua única métrica de sucesso – isso significa que até o fracasso faz você avançar.

Manson se considera extremamente sortudo por ter se formado na universidade em 2007, logo no começo da crise financeira. Afinal de contas, se ele não tivesse se formado numa época onde a economia estava no fundo do poço, ele nunca teria tido a coragem de começar seu próprio negócio. Muitos considerariam que o Manson recém-graduado era um fracasso, mas ele tinha suas próprias métricas de sucesso: para ele, desistir de seus sonhos e aceitar um emprego “seguro” significaria o fracasso. Batalhar por alguns anos sem dinheiro não era fracasso.

Assim como não há felicidade sem problemas, não há melhoras sem inúmeros pequenos fracassos. Afinal de contas, as crianças caem inúmeras vezes quando estão aprendendo a andar, mas elas se levantam e tentam novamente. Evitar o fracasso é um comportamento aprendido e é um comportamento que devemos impedir, para crescer e melhorar. Novamente, precisamos definir bons valores para nós mesmos – atitudes que devemos tomar todos os dias para melhorar nossas vidas.

Abraçar o fracasso vai muitas vezes significar sofrimento, desconforto e medo. Manson dá o seguinte conselho sobre como lidar com o medo do fracasso: quando você está com um problema, não fique parado. Faça alguma coisa. As respostas aparecerão. Atitudes não são o efeito da motivação e sim a causa dela.

Faça as escolhas corretas

Querer sempre ter tudo pode te levar a não ter nada. É isso que Manson descobriu depois de viajar por anos ao redor do mundo, pensando que estava vivendo uma boa vida. Ele viajava de cidade a cidade, de cama a cama, nunca ficando tempo suficiente para ter amigos ou relacionamentos de longo prazo. Mas o que ele acreditava ser liberdade, acabou não sendo nada. Manson retornou aos Estados Unidos, estabeleceu-se em uma cidade e se casou com uma mulher. Desistir da ideia de liberdade que ele tinha enquanto viajava, permitiu que ele tivesse uma família e uma comunidade que deram mais sentido à sua vida.

Isso não significa que viajar não é valioso ou que todos se comprometerão e terão famílias. Não existe uma receita formal para a felicidade. Isso significa apenas que em algum ponto de sua vida, você precisa escolher o que é importante para você e esquecer o que não é. Manson percebeu que a família e a comunidade eram importantes para ele e, assim, ele teve que dizer não às viagens e à vida na estrada. Rejeitar certas escolhas definiram Manson e permitiram que ele criasse uma nova identidade.

Aceite o fato de que todos morreremos

Aceitar o fato de que todos morreremos é uma das coisas mais difíceis que você vai fazer, porque o ser humano possui um terror inexplicável da morte. Somos apenas animais capazes de contemplar nossa própria mortalidade e é muito fácil ficarmos obcecados com o terror da morte. Mas, paradoxalmente, isso nos leva a desperdiçar nosso tempo. Apenas quando ficamos confortáveis com a morte podemos aprender como aproveitar o tempo que temos.

E a única maneira de ficarmos confortáveis com a morte é nos concentrarmos no legado que queremos deixar – como você quer que o mundo mude com sua presença. Se você tem bons valores, você vai querer deixar o mundo melhor. Isso significa acreditar em alguma coisa maior do que você e trabalhar para servir a alguma coisa maior. Algumas pessoas acham isso na religião, outras na comunidade, mas o ponto é deixar que sua percepção da morte mude e deixar que isso transforme sua maneira de ver e viver sua vida.

Notas Finais

A chave para ser uma pessoa feliz está em construir um conjunto de valores melhores. Quando seus valores são realistas, construtivos e estão sob seu controle, você é capaz de conduzir sua vida cheia de desafios saudáveis.

Faça uma lista dos seus valores e pense em quais deles são ruins e quais são bons. Busque maneiras para transformar seus valores ruins em valores bons. Você está se iludindo pensando que é extraordinário ou excepcional, quando na realidade você não fez nada demais? Pense sobre isso e transforme seus pensamentos em ações.

Da próxima vez que você enfrentar um problema difícil de resolver, não fique parado, faça alguma coisa a respeito. Deixe que suas atitudes te deem inspiração e motivação em vez de ficar esperando que alguma coisa aconteça.

Dica do 12′: Se você gostou desta gema do Mark Manson, é bem provável que você também goste do microbook baseado em Hustle, do Neil Patel. Além disso, esse livro fala do Dave Mustaine, um dos nossos heróis aqui no 12′. Somos fanáticos por Megadeth. Então a outra dica do 12 é: Ouça a música “A tout le monde”, do álbum Youthanasia. Além de o som ser fantástico, você vai ter que quebrar a cabeça para aprender a cantar um refrão em francês 😉 #megadethmaiorquemetallica

Gostou do resumo? Então conheça agora o 12min, o aplicativo que vai impulsionar o seu aprendizado e te fazer aprender na velocidade que o mundo atual exige. Lá, você encontra os melhores livros de não-ficção condensados em microbooks para serem consumidos de forma rápida e fácil, em texto e áudio! Tá esperando o que pra aprender mais? Acesse o 12min e se desenvolva cada vez mais rápido!

Como criar uma cultura de empowerment na sua empresa

Muitas empresas estão adotando a cultura do empowerment como estratégia de gestão de pessoas. O foco aqui é manter uma equipe motivada, criativa e com iniciativa; reduzir turnover de talentos e atrair outros profissionais brilhantes.

E o que as empresas ganham com isso? Satisfação do funcionário, melhoria do clima organizacional e aumento da produtividade, da qualidade dos produtos/serviços e da competitividade. Tudo isso deságua na planilha de resultados, é claro.

O que é empowerment

Empowerment significa “descentralização de poderes”. Nas empresas, é usado para nomear um estilo de gestão baseado na descentralização do poder, proporcionando uma participação maior dos funcionários, com mais autonomia de decisão.

É muito mais que uma simples delegação de tarefas, porque envolve engajamento, comprometimento e responsabilidades. Os profissionais sentem-se parte do negócio e são também responsáveis pelo sucesso dos projetos.

O empowerment não se limita aos gestores, pelo contrário, é importante que atinja pessoas de várias áreas e em todos os níveis hierárquicos da organização. Ou seja, quanto mais pessoas adotarem e/ou se beneficiarem dessa estratégia, melhor.

Os pilares do Empowerment?

empowerment

Por meio do empowerment, os funcionários assumem responsabilidade pelos resultados da organização e se tornam mais comprometidos com suas tarefas. Todos caminham juntos, na mesma direção.

Essa estratégia do empowerment está amparada nos seguintes pilares:

  1. Poder – delegação de tarefas e responsabilidades em todos os níveis da organização.
  2. Motivação – reconhecimento da performance dos funcionários.
  3. Desenvolvimento – capacitação contínua da equipe.
  4. Lideranças – descentralização das decisões.

As vantagens

A importância do empowerment nas empresas é significativa. Entre as vantagens desse modelo de gestão, destacam-se:

  • Planejamento, estratégias e propósitos claros e conhecidos por todos.
  • Aumento da motivação, autoconfiança e autoestima dos funcionários.
  • Melhoria no clima organizacional.
  • Proatividade e agilidade na tomada de decisões.
  • Simplificação dos processos.
  • Ampliação do senso de cooperação e responsabilidade entre os funcionários.
  • Foco no cliente.
  • Facilidade maior na identificação, valorização e retenção de talentos.
  • Redução de custos.
  • Produtividade elevada.

Como aplicar o empowerment em sua empresa

empowerment

O objetivo desse modelo de gestão é aproveitar ao máximo o potencial dos profissionais, dando a eles autonomia para pensar, agir e ajudar o empreendimento crescer.

Descentralizar tarefas e poder não é algo simples para uma parte significativa de gestores. Mas, se o remédio é bom e necessário, o jeito é aprender a fazer a coisa certa. Veja algumas dicas:

  • Tenha um propósito e não foque apenas em maximizar o valor para os acionistas.
  • Certifique-se de que todos os funcionários conheçam esses propósitos e entendam porque é importante que a organização exista.
  • Desenvolva estratégias para aplicar o novo estilo de gestão, transformando os funcionários em profissionais empreendedores, com iniciativa e criatividade aflorada.
  • Faça com que todos assimilem a importância da autonomia e autoridade nos processos da organização e assumam responsabilidades.
  • Invista na comunicação. O modelo de cima pra baixo, do tipo “eu mando, você obedece”, não funciona no estilo de gestão voltado para o empowerment. A regra de ouro aqui é saber ouvir, abrindo canais para que os funcionários possam se manifestar com ideias, sugestões e até críticas construtivas.
  • Compartilhe as informações da empresa de maneira estruturada e consistente.
  • Defina metas e prazos para os projetos, para que esses profissionais possam ser autogerenciáveis.
  • Delegue atividades e responsabilidades para profissionais que possuam as habilidades e competência para a função em questão.
  • Reconheça o bom desempenho, para que os funcionários se sintam valorizados.
  • Seja sincero. Mostre para sua equipe que você respeita a inteligência dela.
  • Invista no desenvolvimento dos funcionários com cursos, treinamentos, eventos, palestras etc, com foco no empowerment e no crescimento do negócio.
  • Incentive os funcionários a pedirem ajuda quando precisarem.
  • Monitore e avalie os resultados das equipes com frequência. Se necessário, faça ajustes ou estabeleça novas metas.

Uma mudança desse tamanho não se faz da noite para o dia. O processo é gradativo e o gestor deve se atentar as isso na hora de cobrar resultados.

Empowerment e Cultura Organizacional

A cultura de uma empresa é o retrato do seu pensamento e isso tem um peso significativo quando o assunto é reter funcionários e mantê-los felizes no trabalho. Assim,  Empowerment e cultura organizacional andam sempre de mãos dadas.

Ao oferecer um ambiente em que as pessoas gostam e têm prazer em passar uma parte considerável do dia, a empresa consegue melhorar o desempenho das equipes dia após dia.

Veja algumas dicas de como construir uma cultura forte para sua empresa.

    1. Alinhamento da cultura da empresa – O segredo é capacitar e incentivar os funcionários em torno da cultura organizacional, despertando neles o orgulho de pertencer.
    2. Respeito à diversidade – Toda pessoa deve tratar o outro como gostaria de ser tratada, colocando o respeito sempre em primeiro lugar.
    3. Cuidado com o outro – Leve o grupo a entender que estão todos no mesmo barco. O bem-estar geral de um funcionário deve interessar a todos. Isso cria confiança e fortalece o espírito do trabalho em equipe.
    4. Inclusão – Não importa gênero, raça, religião ou orientação sexual. A inclusão é base sólida para uma cultura forte.
    5. Faça, não fale – As lideranças devem conduzir os seus times para as transformações por meio do exemplo, incorporando e praticando os valores e crenças da empresa.
    6. Comunicação clara –  Seja altamente eficaz na divulgação de notícias, mudanças, metas, critérios de promoção, resultados da empresa etc.
    7. Felicidade – Várias pesquisas comprovam que funcionários felizes produzem mais. O resultado disso aparecem nos números da empresa.
    8. História – Tenha uma história do seu produto/serviço, por exemplo. Pessoas gostam de histórias e elas (as histórias) contribuem na construção de uma cultura autêntica e forte.

Se você gosta de aprender cada dia mais, os livros são um caminho que o levará direto ao seu objetivo. A plataforma 12Min tem o resumo das melhores obras do mundo dos negócios.

Quer uma sugestão de leitura especial pra hoje? Anote aí:

Criatividade S/A – Edwin Catmull

empowerment

Como superar as forças invisíveis que ficam no caminho da verdadeira inspiração. Esse é o ensinamento principal desse livro, que ensina como construir e desenvolver uma cultura de criatividade e apresenta uma coleção de ideias sobre como despertar e manter a criatividade da sua equipe e vencer os problemas advindos da falta dela.

Boa leitura!

 

Organize uma lista de e-mails para seu negócio e veja os resultados

Você tem muitos contatos em sua lista de e-mails? Ótimo, esse é um bom começo. Mas isso não vai ajudar muito se você ficar apenas juntando nomes e não organizar as suas informações, para usá-las estrategicamente a favor do seu negócio.

A ideia é lançar mão da sua base de contatos para investir em relacionamentos duradouros e, também, gerar receitas. No entanto, muitos empreendedores esbarram na tarefa de construir uma lista de e-mails significativa, organizada e própria da organização.

Você pode estar pensando então que seria mais fácil e rápido comprar uma lista pronta. Afinal, existe uma infinidade delas por aí. Sinto informá-lo, mas essa é uma péssima ideia. Você certamente vai entrar numa fria.

Bons motivos para não comprar uma lista de emails pronta

lista de e-mails

O fácil nem sempre é o melhor. E isso é verdade, quando de trata de criar uma base de contatos para sua empresa.

O certo é que cada empreendimento tenha a sua própria lista, inclusive, de e-mail, organizada e atualizada.

Além de ser antiético, existem outros bons motivos para você não adquirir uma lista de contatos no varejo. Destacamos 4 deles:

Péssima qualidade

Nessas listas, existem muitos e-mails que não existem ou foram desativados. Tudo isso sem considerar que a lista é “engordada” com um monte de contatos que não têm qualquer relação com o seu negócio. Conclusão: é muito grande a chance do seu e-mail ir direto para o SPAM.

Baixo interesse

Como as pessoas não autorizaram o envio de mensagens e não conhecem os seus produtos/ serviços, elas tendem a ignorar. Você terá sorte se a pessoa demonstrar apenas desinteresse. Porque se ela se irritar e decidir usar as redes sociais para desabafar, aí sim, seus problemas serão maiores.

Envio comprometido

Por causa dos filtros anti-spam, os serviços confiáveis de e-mail marketing não entregarão as suas mensagens. Isso ocorre pelo fato das listas compradas apresentarem taxas elevadas de marcação de SPAM e erros de entrega, comprometendo a reputação do serviço. Para evitar isso, eles adotam medidas de proteção.

Prejuízo para a imagem da sua empresa

Todos esses problemas vão respingar na imagem da sua empresa junto aos consumidores e os consumidores potenciais. Se a pessoa ficar irritada com suas mensagens e decidir colocar a boca no trombone, você terá a sua marca vinculada a reclamações.

Como criar uma lista de e-mails forte

lista de e-mails

Agora que você já sabe a importância de uma lista de e-mail forte e organizada, é hora de colocar a mão na massa e construir o seu próprio banco de dados. Veja algumas dicas:

Faça uma lista de e-mails relevantes

Sua lista somente terá valor para você se for composta por nomes e informações de pessoas que tenham relação, direta ou indireta, com o seu produto/serviço. Por exemplo, se você vende materiais cirúrgicos específicos para dentistas, não faz sentido incluir os arquitetos em sua base.

Importância da segmentação

Tão importante quanto ter os contatos relevantes, é manter todas as informações organizada. Isso porque, muitas vezes, o que você tem a dizer não interessa a todo mundo ao mesmo tempo.

Daí a importância de segmentar a sua base. Isso nada mais é do que dividir os seus contatos, de maneira que você possa enviar a informação certa, na dose exata, na hora certa, para a pessoa certa.

Estudos mostram que e-mails segmentados têm taxas de abertura 14,33% mais altas, taxas de cliques de 100,95% maiores e taxas de cancelamento de inscrição de 9,37% menores.

Acompanhe os seus contatos

Use tags para acertar na comunicação com os integrantes da sua lista. Um evento funcionam ainda melhor, porque inclui a data e se aplica apenas quando alguém realiza uma ação.

Ou seja, você pode marcar uma pessoa como “Cliente – Produto X”. Agora, imagine incluir a data da compra, podendo nomeá-la “Cliente- Produto X no mês de maio”. Informações extras sobre o cliente vão refletir positivamente na receita da sua empresa.

Invista na geração de leads

Existem várias ideias para engordar a sua lista de e-mails. Veja:

  1. Ofereça materiais gratuitos no seu site ou blog, em que a pessoa fornece os seus dados (geralmente nome e e-mail) em troca de informações relevantes e conhecimento. Esses materiais podem ser ebooks, cursos online, testes, checklists, vídeos etc.
  2. Crie uma newsletter para que a pessoa se inscreva e possa receber conteúdos do seu blog. Defina uma periodicidade para essa newsletter.
  3. Faça promoções para os seus clientes potenciais. Pode ser sorteio de um curso, por exemplo, em troca dos dados da pessoa.
  4. Solicite o endereço de e-mail aos seus clientes, no fechamento de uma compra.
  5. Realize pesquisas de satisfação do cliente, onde ele preenche um formulário com e-mail e compartilha sua experiência. Em troca, recebe alguma vantagem, que pode ser um desconto na próxima compra, por exemplo.

Em todos os casos, uma boa dica é pedir autorização para o envio de mensagens para o e-mail disponibilizado.

Higienize a sua lista de e-mail

Você precisa manter uma alta reputação de remetente. Para isso, monitore sua lista com frequência para não deixar acumular assinantes que não abrem os seus e-mails.

Esse trabalho de limpeza da lista ou higiene de e-mail significa cortar de vez aquelas pessoas que não querem mais saber do seu produto ou serviço. Ele é realizado em duas etapas:

  1. Identifique o segmento de inscritos que não abriram seus últimos 15 e-mails.
  2. Anule a inscrição para eles ou envie uma opção para que tenham nova chance de permanecer no time.

Outras dicas valiosas

lista de e-mails

E vai agora uma dica de leitura para ampliar ainda mais os seus conhecimentos e ensiná-lo como atingir o seu público-alvo.

Buyer Personas – Adele Revella

lista de e-mails

A ideia central é: se a sua mensagem atinge as pessoas, você vende mais, gera mais compartilhamentos e cresce a demanda pelos seus serviços. Por outro lado, se você cria uma mensagem com a qual ninguém se importa, você falhou.

O resumo dessa obra e de várias outras ligadas ao mundo dos negócios estão disponíveis na plataforma 12 Min. Vale a pena conferir!

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Bastter: saiba quem é Maurício Hissa

Maurício Bastter Hissa sempre foi um apaixonado pelo mercado financeiro e estreou na compra e venda de ações aos 18 anos. Apesar disso, a carreira como investidor somente deslanchou muitos anos depois.

Antes de ser um especialista em investimentos, Hissa estudou Educação Física e Medicina. Nunca exerceu a primeira profissão, mas atuou como médico por 15 anos, até decidir mergulhar de cabeça no mundo das ações.

Bastter

Hoje, o doutor Hissa é o famoso escritor e consultor de finanças Bastter – nome do seu cão e que ele adotou como apelido, quando começou a usar a internet.

A fama veio e o nickname Bastter foi incorporado ao nome principal – Maurício Bastter Hissa. É usado, também, no site (Bastter.com.br), criado e mantido por Hissa para educar o pequeno investidor sobre operações na Bolsa. O site disponibiliza análises e técnicas de aplicações e mantém fóruns sobre o mercado de capitais.

A trajetória

O carioca Bastter viveu as primeiras experiências no mercado financeiro ainda muito jovem e não obteve o sucesso esperado. Decidiu então investir na carreira de Medicina e por algum tempo dividiu o seu tempo entre as mudanças na saúde dos seus pacientes e o sobe e desce da Bolsa de Valores.

Mesmo sem formação acadêmica em Finanças, Bastter sempre foi apaixonado pela área. Uma paixão que o levou a dedicar horas de estudos por conta própria, a experimentar e errar, a tentar de novo, até descobrir como fazer a coisa certa. Hoje, é mestre no mercado de ações.

Bastter errou bastante no início, mas conseguiu converter todas as falhas em aprendizado. Em entrevistas, ele conta que começou com os livros de análise técnica e fundamentalista. Em seguida, abriu uma conta na corretora e começou a “acompanhar o mercado”.

Bastter reconhece que empolgou-se demais e passava horas em frente ao computador “esmiuçando o gráfico da ação da vez e esperando o resultado da operação diariamente”.

No fórum do seu site, Bastter conta que depois de um ano conseguiu apenas perder dinheiro. O sonho de ficar milionário não veio e ele acordou para a realidade. Saiu da bolsa, pagou as dívidas e encerrou as atividades.

No entanto, essa aposentadoria também durou pouco. A paixão pelos investimentos continuou batendo aceleradamente no coração do médico. Assim, em 2012, Bastter reiniciou-se no mercado de ações.

A estratégia

Bastter

Bastter revelou que a maior parte dos seus investimentos são direcionados para a compra mensal de ações de boas empresas (Blue Chips), para fazer poupança e comprar mais ações.

A estratégia de Bastter, criador da filosofia de acumulação de patrimônio, é montar uma carteira de Blue Chips. Essa ação, segundo ele, é importante, mas o investidor precisa tomar cuidado para não se iludir com a promessa de rendimentos muito acima do CDI. 

Ou seja, não pense que você vai ficar rico, adivinhando o futuro. Ainda, segundo Bastter, não se pode acreditar em promessas fáceis e boatos, nem apostar no daytrade sem ter preparo suficiente. Se seguir por esse caminho, terá fracasso garantido.

Filosofia Bastter de acumulação de patrimônio

Saber o que está fazendo é o primeiro passo para reduzir erros e maximizar ganhos. De acordo com Bastter, erros atrás de erros podem sair caro para o investidor, especialmente, em longo prazo. Por outro lado, investimentos corretos abrem as portas do cofre para a fortuna.

Bastter lembra ainda que é necessário escolher entre ser sócio ou trader. O sócio compra uma ação da empresa para lucrar em longo prazo. O trade pensa em curto prazo. Os maiores acumuladores de patrimônio na bolsa são sócios de empresa sólidas.

4 dicas de ouro do “doutor” em investimentos

Bastter

  • Se você é um pequeno investidor, trabalhe e ganhe dinheiro para aumentar o seu investimento na Bolsa. Não caia na tentação de comprar e vender em curto prazo, porque, trocando migalhas por migalhas, você perderá dinheiro na certa.
  • Focar apenas nas taxas é uma estratégia perigosa, isso porque uma rentabilidade expressiva do momento não garante o mesmo resultado mais adiante. O ideal é manter-se em bons investimentos por um máximo de tempo possível.
  • Não invista com base apenas na cotação (preço). Muitas vezes a cotação não mostra a realidade. Por exemplo, uma empresa de valor, pode estar com preço momentaneamente baixo, mas certamente dará a volta por cima.
  • Fique de olho nos balanços financeiros das empresas. Lá está o mapa da mina, ou seja, os dados que interessam, como os lucros, dívidas etc.

Frases de Bastter

Algumas frases do “doutor” dos pregões podem acender uma luzinha para você que está pensando em investir em ações. Veja:

“O pequeno investidor acredita que a Bolsa é uma instituição para colocar dinheiro fácil no bolso e que vai ganhar este dinheiro adivinhando o futuro. Aí, perde tudo e termina no cemitério dos Malandros.”

“Patrimônio não tem preço, patrimônio tem valor.”

“Taxa não ganha de tempo.”

“Patrimônio não se gira.”

“Bolsa não é pra ganhar dinheiro e sim acumular patrimônio.”

“Renda variável se chama variável porque varia.”

“Prefiro ser o último da fila dos ricos do que o primeiro da fila dos pobres.”

“Pessoal: menos papo, menos ilusão e mais estudo e trabalho sério.”

Invista também na leitura

Bastter é autor dos livros “Investindo Em Opções” e “Eu Quero Ser Rico!”, entre outros. Ele realiza palestras e grava vários vídeos sobre investimentos, além de manter o site de acesso gratuito.

Bastter

O resumo do livro “Eu Quero Ser Rico!” está na plataforma 12Min, nos formatos de microobook e audio book.

Nesta obra, Bastter lembra que a inércia do cotidiano nos mantém escravos de um sistema que só deseja lucrar em cima do nosso trabalho. Para o autor, o certo é colocar o sistema para trabalhar para nós em vez de sustentá-lo. Entretanto, só a minoria faz isso. Você pode fazer parte desse seleto grupo.

Se você quer aprender um pouco mais sobre como lidar com dinheiro, alcançar a independência financeira ou acumular patrimônios, a 12Min tem uma quantidade enorme de outras obras esperando por você. Aproveite!

O que o LinkedIn oferece para sua vida profissional?

Os números comprovam: o LinkedIn é uma potência no meio empresarial. No ano passado, a rede ultrapassou os 500 milhões de usuários em cerca de 200 países. Desse total, 30 milhões estão no Brasil. Já são mais de 10 milhões de vagas anunciadas e perto de 100 mil artigos publicados a cada semana.

Linkedin

O que é LinkedIn

Mesmo que você não saiba exatamente como aproveitar todo o potencial do LinkedIn, certamente já ouviu falar sobre essa rede social criada para profissionais e que tem no networking a sua grande força.

Nos dias atuais, o LinkedIn é muito usado por pessoas que estão em busca de emprego ou de novas oportunidades. Está entre as preferidas, inclusive, dos profissionais liberais que querem divulgar suas habilidades e alavancar o próprio negócio.

O LinkedIn é um canal valioso também para se relacionar com outros profissionais e localizar antigos colegas de escola ou trabalho. Você pode usar a rede, ainda, para participar de grupos relevantes.

Assim, com uma rede profissional, o objetivo do LinkedIn é conectar empresas e talentos. Para facilitar essa aproximação do profissional certo com a empresa certa, os perfis dos usuários são configurados como se fossem um currículo, com todas as informações sobre experiência profissional, formação acadêmica, certificações etc.

Mas, se você quer ter sucesso, não basta colocar um monte de informações, cruzar os braços e ficar esperando ser encontrado. É preciso fazer um planejamento e usar o LinkedIn estrategicamente.

Como utilizar o LinkedIn

Linkedin

O layout do LinkedIn é parecido com o do Facebook e qualquer pessoa pode se cadastrar. Mas atenção, porque os objetivos das duas redes são completamente diferentes e, portanto, o conteúdo também.

Isso significa que nem tudo o que você publica no Facebook é apropriado para o LinkedIn. O inverso também é correto. Algumas coisas, sim, podem ser compartilhadas.

Veja 11 dicas de como usar o LinkedIn e se destacar na “multidão” de usuários.

Seja criativo ao construir o seu perfil

Como já foi dito, o seu perfil é um currículo no LinkedIn. Então, capriche. Saia do lugar comum. Fuja dos clichês e valorize as suas credenciais profissionais. Você pode enriquecer as suas informações com vídeos ou projetos de sucesso. Lembre-se que esse é um currículo online e as possibilidades de inovar e impressionar são enormes.

Mantenha um perfil completo e atualizado

Não comece um perfil e pare no meio do caminho. Preencha tudo com cuidado e atenção. Pesquisas apontam que um perfil completo tem sete vezes mais chance de ser visualizado. Com foto, essa probabilidade sobe para 11 vezes. Mas cuidado. Não vá colocar uma foto sem camisa ou numa balada. Prefira algo mais sóbrio. E, à medida que você evolui em sua carreira, ajuste o seu perfil no LinkedIn. Isso deve ser feito sempre que tiver algo novo e relevante em sua vida profissional.

Capriche na imagem de capa

Todos os usuários do LinkedIn podem usar imagens de capa. Isso aumenta as suas chances de lançar mão de recursos visuais para se comunicar com as outras pessoas e, também, para se destacar. Então, use algo que esteja alinhado com os seus valores ou sua profissão. Essa imagem tem uma medida padrão: 1400×425 pixels e deve ser menor do que 4mb.

Defina seu título profissional

Essa é a informação mais importante do seu perfil no LinkedIn, porque é um dos principais recursos para atrair visitantes e motivá-los a lerem as informações sobre você. O ideal é incluir a sua função e a empresa onde trabalha.

Dê mais visibilidade para você mesmo

Linkedin

Ao mesmo tempo que os números do LinkedIn são favoráveis, eles podem dificultar a sua vida. Ou seja, você precisa se esforçar mais para se destacar na multidão. Então, dê um jeito de aparecer. Os recrutadores usam palavras-chaves para encontrar os talentos certos, para a vaga certa. Desta forma, os especialistas recomendam não apenas resumir quem você é, mas falar também sobre o que você quer. Inclua no título uma palavra ou expressão que os recrutadores provavelmente usarão em suas pesquisas.

Enumere as suas habilidades

Seja sincero e descreva as habilidades e os conhecimentos que o tornam especiais. Destaque pelo menos cinco deles. Quando uma conexão sua endossa as suas informações, torna o seu perfil ainda mais confiável aos olhos dos recrutadores. Além disso, se você não colocar as suas habilidades, não será encontrado, quando alguém houver procura por alguém com o seu oerfil.

Personalize a URL do seu perfil

O LinkedIn permite que você edite e personalize a URL destino da sua página. Desta forma, escolha algo que tenha alguma relação com você, sua marca, seu trabalho ou até mesmo a mensagem que você quer transmitir. Por exemplo: br.linkedin.com/in/seunome/

Construa uma rede forte

Poucas pessoas sabem, mas um bom perfil no LinkedIn precisa de no mínimo 50 conexões. Assim, invista nesses contatos. Quanto mais melhor. E não é preciso conhecer a pessoa para incluí-la em sua rede. E quanto mais gente você inclui, mais sugestões aparecem. Apenas certifique-se de se apresentar devidamente, de preferência, enviando uma mensagem personalizada.

Pesquise e pesquise

Linkedin

Antes de ir para uma entrevista de emprego ou uma negociação, por exemplo, procure saber mais sobre a pessoa com a qual vai se reunir. O LinkedIn vai lhe dar uma mãozinha. É só pesquisar – certamente você encontrará informações bem relevantes.

Abra grupos e siga empresas que lhe interessam

Você pode criar vários tipos de grupos. Por exemplo, podem ser sobre um setor da empresa ou sobre um tema específico. Mas fique atento, porque esses grupos aumentam a sua visibilidade, o que é muito bom. No entanto, os recrutadores acompanham os seus debates. Assim, cuidado com o que escreve. Não fale nada que possa ser usado contra você.

Atenção com a escrita

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Erros na hora de escrever certamente vão tirar pontos da sua imagem profissional. Concordância verbal é inaceitável… Trocar o “Z” pelo “S”, o “X” pelo “Ch” também… Mudar os acentos ou simplesmente se esquecer deles não vão ajudar você. Uma vírgula no lugar errado pode mudar o sentido da sua frase. Cuidado também com os erros de digitação. Enfim, o ideal mesmo é um Português simples e impecável. Se você tem dificuldades com isso, use um dicionário ou peça alguém para revisar tudo, antes de postar.

Conclusão

O LinkedIn é uma rede social valiosa no meio profissional. Aprender a usá-la corretamente e de forma estratégica vai lhe dar visibilidade, credibilidade e até mesmo autoridade em relação à sua expertise. Vale a pena dedicar um tempinho para aprender um pouco mais sobre essa poderosa ferramenta.

E que tal saber também como as redes sociais podem arruinar a sua imagem profissional, se não forem usadas de forma correta? Estamos cheios de exemplos sobre isso, em todo o mundo.

E a nossa dica de leitura para você hoje é um guia para as relações profissionais de sucesso:

Nunca Almoce SozinhoKeith Ferrazzi

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O que distingue uma pessoa bem sucedida dos demais é a maneira como se usa o poder dos relacionamentos. O autor explica, inclusive, a diferença entre “fazer redes” e criar relações duradouras. Excelente!

O resumo desse livro está na plataforma 12Min. E tem muito mais. Vale conferir!

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