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Resumo do Livro Para Educar Crianças Feministas, de Chimamanda, em PDF

Um tema ainda um tanto complexo e que gera muitas discussões pelo mundo afora é o feminismo. Em seu livro Para Educar Crianças Feministas, a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie nos leva a refletir como a educação das crianças pode ser mais inclusiva e acabar com estereótipos.

A autora Chimamanda vem ganhando destaque nos últimos anos, por ser uma das grandes vozes a tratar do feminismo de forma clara e objetiva. Ela conta que o livro é uma adaptação de uma carta escrita a uma amiga, que uma vez lhe perguntou como poderia educar sua filha recém nascida como feminista.

Neste artigo, confira um resumo do livro Para Educar Crianças Feministas um Manifesto, também disponível em PDF.

para educar crianças feministas um manifesto

Como ser completo

Antes de mais nada, é preciso saber que a autora, a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, também é mãe. Logo, ela compreende bem como é fácil falar e difícil fazer. Todavia, é preciso se esforçar para educar as filhas preparando-as para um mundo mais justo também para as mulheres.

A primeira dica que Chimamanda dá é para que você seja uma pessoa completa. A maternidade é algo maravilhoso, sem dúvidas, porém não se resume a isso. É importante, por exemplo, trabalhar fazendo o que gosta. Esse é um belo exemplo para os filhos e é uma forma de educá-los também.

Inclusive, falando sobre trabalho, nunca opte por ser a mãe “tradicional” e ficar só dentro de casa, a não ser que seja realmente essa a sua vontade. Não use a “tradição” como justificativa para suas ações.

“Mãe” e “pai” são verbos

para educar crianças feministas pdf

“Mãe” e “pai” são verbos. Da mesma intensidade.

Muitas vezes, as mães acabam fazendo tudo, sendo cúmplices da redução do papel dos pais. A autora nos lembra que, às vezes, é importante deixar o perfeccionismo de lado e aceitar que os pais também amam os filhos e devem participar na criação e nos cuidados das crianças. Inclusive, esqueça a possível ideia de que os pais “ajudam”. Ao cuidar dos filhos, eles estão cumprindo com o seu dever de pai.

A próxima dica aqui é esquecer completamente os papéis definidos por gênero, eles são totalmente absurdos. Por exemplo, nunca diga “você deve cuidar da casa direito, como uma menina”, da mesma forma que “meninos não choram”. Sempre há uma forma melhor de explicar os direitos e deveres das crianças. O gênero nunca é uma justificativa!

O feminismo leve

Chimamanda alerta: cuidado com isso! Muitas mulheres acreditam que os homens são naturalmente superiores e, por isso, devem “tratar bem as mulheres”. A base para o bem estar de uma mulher não deve se resumir à condescendência masculina.

Como exemplo, uma relação igualitária nunca utiliza verbos como “permitir” e “deixar” unilateralmente.

Ensine a questionar o mundo

Há diversas forma de ensinar as crianças a questionarem o mundo. Uma delas, segundo a autora, é com o hábito da leitura. Para incentivá-las a ler, a melhor forma é dar o exemplo. Se a criança vê você lendo, vai entender que a leitura tem valor. E não só livros escolares, lembre-se das biografias, romances, histórias…

Uma dica aqui é pagar a sua filha para ler, caso ela não se interesse por essa atividade.

Muito importante também é questionar a própria linguagem. É muito comum chamar as meninas de princesas, sendo que esse termo carrega pressupostos sobre sua fragilidade e dependência de um homem, príncipe. Portanto, comece decidindo o que não falar para as suas crianças. A linguagem das pessoas diz muito sobre seus preconceitos.

Sabe quando dizem que já está na hora de uma mulher começar a namorar? Que tal mudar isso para “já estar na hora de arrumar um emprego”? Não se deve ensinar às meninas que o casamento é algo para se aspirar.

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Aliás, em Para Educar Crianças Feministas Um Manifesto, a autora reforça que o casamento não deve nunca ser considerado como uma realização. Ele pode ser feliz ou infeliz, mas não uma realização. As meninas tendem a ser condicionadas a desejar o matrimônio, de um forma que não é feito com os meninos. O desequilíbrio já começa aí!

É como se o matrimônio fosse mais importante para um do que para o outro. Não é surpresa, então, ver, em muitos casamentos, as mulheres se sacrificando mais que os homens.

Nada de jargões

Feministas costumam usar muitos jargões, mas cuidado com isso ao educar suas filhas! Os jargões, como “misoginia” e “patriarcado”, são palavras muito abstratas.

Ao invés de falar algumas dessas palavras, explique a sua filha, por exemplo, por que aquilo é misógino e como poderia deixar de ser.

Ensine-lhe a fazer perguntas como: “quais são as coisas que as mulheres não podem fazer por serem mulheres?” E “por que algumas coisas de prestígio social só homens podem fazer?”

Não é necessário agradar

Ensine a sua filha que não é necessário fazer as coisas pra agradar os outros, mas, sim, fazer as coisas como ela mesma, expondo a sua personalidade. De forma consciente da igualdade humana, claro.

Porém, nunca imponha pressão à sua filha. Não se deve nunca ensiná-la a ser agradável, boazinha e fingida. É perigoso, porque não se ensina a mesma coisa aos meninos. Assim, os predadores sexuais podem se aproveitar disso. Muitas meninas ficam quietas quando são abusadas, porque querem ser boazinhas.

Sobre o senso de identidade

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Faça com que sua filha, ao crescer, se orgulhe de ser, entre outras coisas, uma mulher.

Ensine-a, ainda, a abraçar as partes bonitas da sua cultura, bem como a rejeitar as que não são. Falando de negros e africanos, por exemplo, ensine-a sobre sua beleza e sua força.

Provavelmente, sua filha crescerá vendo imagens e assistindo filmes que ressaltam a beleza dos brancos e negativizam todos aqueles que não são.

Pratiquem atividades

Ensine as meninas a praticar esportes. Façam caminhadas juntas. Nadem. Corram.

Além do benefício óbvio para a saúde, praticar esportes pode ajudar com todas as inseguranças quanto à imagem do corpo que o mundo lança sobre as meninas.

Se sua menina gostar de se maquiar, deixe-a. Bem como se ela gostar de moda. Porém, se ela não gostar, deixe-a também!

Criá-la como feminista não significa obrigá-la a rejeitar a feminilidade.

Infelizmente, há mulheres que são condicionadas a sentirem vergonha de seus interesses  femininos. Isso não ocorre com homens que gostam de carros e esportes. Da mesma forma, o fato de um homem se arrumar bem nunca é visto com a mesma desconfiança que se aplica a uma mulher. A vaidade não deve nunca diminuir a inteligência, seriedade ou capacidade.

A maneira de uma menina se vestir jamais está associada à moral. É uma questão de gosto ou beleza. Assim, nunca diga a sua filha que “sua roupa está indecente”, mas que “essa roupa não fica tão bem em você quanto a outra”.

Discutam a biologia

chimamanda para educar crianças feministas

Em Para Educar Crianças Feministas, a autora lembra que ainda há quem justifique os privilégios dos homens pela força. É claro que, em geral, os homens são mais fortes. Contudo, não é a biologia quem dita as normas sociais.

Muito importante, ainda, é falar sobre sexo desde cedo. O sexo não deve ser tratado como um ação meramente reprodutiva controlada, que só pode ocorrer após o casamento. Trate o assunto com sua filha como algo que pode ser lindo e que, além das consequências físicas, traz consequências emocionais.

É importante lembrá-las de que o corpo delas é só delas e que uma menina nunca deve se sentir pressionada a dizer “sim” para algo que não concorda. Dizer “não” quando achar que é o certo é motivo de orgulho!

Apoie os romances

Assegure-se de que ficará a par dos romances na vida de suas filhas desde cedo. Eles vão acontecer, isso é inevitável. Por isso, crie um espaço aberto para conversarem sobre o assunto, sem que isso seja um tabu.

É de suma importância que as meninas saibam que, para amar, elas precisam se entregar emocionalmente, mas também devem esperar receber.

Cada um é cada um

A santidade não é pré-requisito da dignidade, como afirma Chimamanda Ngozi. Pessoas que são más ou desonestas também merecem dignidade.

Nos discursos sobre gênero, às vezes, há o pressuposto de que as mulheres são moralmente “melhores” do que os homens. Não são! Mulheres são tão humanas quanto os homens. Nem todas as mulheres são feministas e nem todos os homens são misóginos.

Para finalizar, a dica é ensinar sobre as diferenças. Ensine sua filha a não atribuir valor às diferenças, mas não para ser justa ou boazinha, mas simplesmente para ser humana e prática.

Ao ensinar sobre a diferença, você prepara sua menina para sobreviver em um mundo diversificado. Esta é a única forma necessária de humildade: a percepção de que a diferença é normal.

livro para educar crianças feministas

É necessário passar o feminismo adiante

Com tantos índices de violência contra a mulher e discriminação no trabalho, o feminismo se faz ainda mais importante.

Em seu livro Para Educar Crianças Feministas, Chimamanda mostra que o feminismo não se resume a conceitos retrógrados ou estereótipos. Mais do que nunca, é necessário falar sobre o feminismo e passá-lo para as próximas gerações.

Para Educar Crianças Feministas

O que achou desse resumo do livro Para Educar Crianças Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie? Bastante pertinente, não?

O feminismo pode até ser um assunto polêmico, mas é extremamente atual e necessário de ser discutido. Portanto, depois dessa verdadeira aula, te desafiamos a prestar mais atenção ao seu redor, afinal, o machismo está presente até mesmo em pequenas atitudes do dia a dia.

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E não se esqueça: você pode ler ou ouvir o microbook completo dessa obra no app do 12min! Nós também possuímos diversos outros resumos de livros sobre Comportamento e Sociedade. Segue algumas dicas:

Crianças Dinamarquesas

As mães frequentemente se veem atadas ao momento presente, tentando descobrir, por meio de intermináveis noites acordadas, como acalmar um bebê agitado, por exemplo. Se você acha que as mães dinamarquesas, cidadãs de um país considerado pela ONU como o mais feliz do mundo, podem ensinar algumas coisas, confira essa obra!

Agora que sou Mãe

Flávia Calina, comunicadora e professora, divide com os leitores os ensinamentos derivados da realização de seu mais profundo sonho: ser mãe!

A Mamãe é Rock

Em A Mamãe é Rock”, Ana Cardoso parte de sua própria experiência como mãe para nos oferecer uma perspectiva única sobre os sentimentos “loucos” que aparecem durante a maternidade e os medos que envolvem a sagrada tarefa de ajuda na construção de um outro ser humano.

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Nessa obra, o consultor Gustavo Cerbasi mostra que é possível capacitar nossas crianças para poupar, investir e escolher suas prioridades. Se você deseja ensinar os seus filhos a cuidar de seus próprios recursos e a gerenciá-los com responsabilidade, não perca essa leitura!

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