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Controle financeiro pessoal: aprenda a fazer o seu

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Identificar tudo o que entra em seu bolso, somar as despesas e deduzir desse montante, reservando um percentual para emergências e outro para investimentos… Soma, subtração, multiplicação… Parece matemática pura. Mas o controle financeiro pessoal é, na verdade, muito mais do que isso. Tem tudo a ver, também, com seus hábitos e valores.

O controle financeiro pessoal é necessário, mas para muita gente não é algo simples. No entanto, você pode aprender o segredo para uma vida tranquila hoje e no futuro, mantendo as suas finanças nos trilhos.

A regra de ouro

Controle Financeiro Pessoal

Gaste menos dinheiro do que ganha. Essa é a regra número 1 de um controle financeiro pessoal eficaz. Se o que entra em sua conta bancária todo mês são 3 mil reais e você gasta 4.000 reais, existem aí alguns problemas.

Um desses problemas é uma dívida que não para de crescer. Outro é a falta de reserva para emergências e para planejamento do futuro.

Como fazer o seu controle financeiro pessoal na prática

Você pode até não saber como controlar as suas finanças, mas, certamente, concorda que a maneira como você gasta e investe o seu dinheiro impacta muito na sua qualidade de vida.

Se você quer aprender a cuidar do seu dinheiro e fazê-lo render mais, porém, não sabe por onde começar, seguem aqui algumas dicas. São práticas que os especialistas recomendam para todas as pessoas, inclusive, os marinheiros de primeira viagem. Vamos lá:

1. Orçamento

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O seu dinheiro simplesmente escorre pelo ralo e desaparece? Você precisa de um controle financeiro pessoal. Um aplicativo para controle de gastos ajuda, mas acredite, aquele modelo básico do Excel pode ser muito útil para começar. Tem gente que faz isso com um caderno e caneta.

O orçamento é a melhor maneira de você fazer o seu controle de gastos pessoais e colocar em prática aquela regra básica de finanças, que é gastar menos do que ganha. Para isso, comece calculando todo dinheiro que entra no seu bolso mensalmente: salário, aluguel, bolsa de estudo…

O passo seguinte é relacionar todas as despesas: aluguel ou prestação da casa, condomínio, financiamento do carro, alimentação, vestuário, entretenimento, água, luz, telefone, gás, empregada doméstica, material de higiene e limpeza, gasolina ou transporte público etc.

Uma dica é criar categorias em sua planilha. Por exemplo: Categoria Despesas da Casa – anote as despesas com água, luz, condomínio, empregada doméstica etc; Categoria Supermercado – anote as despesas com alimentos, higiene pessoal, limpeza; e assim por diante.

A conta entre o que entra e o que sai deve fechar com saldo positivo. Caso contrário, reavalie as suas despesas e veja onde se pode economizar. Faça cortes. Mas faça mesmo.

As formas de orçamento

Algumas pessoas não gostam desse sistema de anotar todas as despesas detalhadamente. Elas preferem dividir o dinheiro em categorias, da seguinte maneira:

  • Custos fixos – 50-60%: inclui todos os gastos mensais que raramente mudam: aluguel, gasolina, luz, água, alimentação, telefone, aluguel, condomínio, plano de saúde, seguro do carro etc. Algumas sofrem pequenas variações, então, pense nisso.
  • Investimentos – 10%: trata-se de como você vai investir o seu dinheiro para que ele cresça com o tempo.
  • Poupança (5-10%): aqui entram as economias para as emergências (conserto do carro, uma viagem de última hora etc) ou para atividades em curto prazo, como férias, uma máquina de lavar, presentes etc.
  • Entretenimento – 20-35%: coloque aqui o que você quiser, como cinema, jantar fora, beber como os amigos etc. É o que os especialistas chamam de “gastos sem culpa”.

Os percentuais acima devem ser ajustados de acordo com os interesses e os planos de vida de cada pessoa. Por exemplo, você pode preferir reduzir as despesas com entretenimento para aumentar a sua poupança.

2. Cartões de crédito

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Para quem não sabe usar, um cartão de crédito pode ser a porta do inferno. Por outro lado, tem também as suas vantagens. Seja inteligente e aproveite tudo de bom a seu favor. Veja como:

  • A regra número 1 é não usar o crédito do cartão como acréscimo de renda;
  • Evite ao máximo usar o cartão para comprar em prestações. Sempre que puder, pague tudo à vista;
  • Não parcele o pagamento do cartão – pague o valor total dentro do prazo para evitar multas e juros.
  • Se por algum motivo inesperado, você não puder pagar o valor total, tente abater mais que o mínimo.
  • Informe-se sobre os planos de recompensas do seu cartão: dinheiro de volta, milhas aéreas, trocas em compras etc. Mas cuidado para não cair na armadilha de comprar mais para aumentar os seus pontos.

3. Economia para o futuro

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Quanto mais cedo você começar a economizar, mais reserva terá no futuro. Então, seja rigoroso com aquele dinheiro que você destina no orçamento para investimentos e poupança.

Uma forma de garantir que seu controle financeiro pessoal funcione redondinho é programar uma transferência automática, tão logo você receba o dinheiro. Se deixar pra depois, a grana pode simplesmente desaparecer. E tente aumentar esse valor todos os anos, nem que seja apenas um pouquinho.

Dinheiro gerando dinheiro

Quem nunca ouviu a frase: “dinheiro não nasce no fundo do quintal”. Isso é verdade. Mas o que você provavelmente não sabe é que ele pode render muito enquanto você estiver tocando a sua vida, até mesmo, dormindo. Estamos falando aqui de investimento. Isso não significa apenas abrir uma conta de investimento (o que não é má ideia). Pode ser também um empreendimento ou um curso de MBA, que garantirá um salário maior, entre outros.

Aposentadoria

Pensar na aposentadoria é um bom negócio. No seu controle financeiro pessoal, você deve olhar sempre pra frente e se preparar para ter uma renda, quando não estiver mais trabalhando. Quanto mais cedo começar a se preparar, melhor. Pensar em investimentos de longo prazo geralmente é uma parte difícil. Assim, reexamine seus investimentos sempre que receber aumento de salário.

18 dicas para o seu cotidiano

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O seu controle financeiro pessoal dependerá de atitudes do dia-a-dia. Não adianta se informar, montar um orçamento, mas não fazer a coisa certa. Veja então algumas dicas:

  1. Cheque seus extratos bancários diariamente, observando se não há cobranças fraudulentas, em duplicidade ou outros erros.
  2. Faça pagamento extra para abater uma dívida. É mais vantajoso fazer isso do que desperdiçar o dinheiro em algo que você não precisa.
  3. Compre um seguro de carro mais barato, então, dedique algum tempo para pesquisar e economizar o seu dinheiro.
  4. Economize dentro de casa, usando lâmpadas mais econômicas, consertando vazamentos de água, apagando as luzes quando não estiver precisando delas etc.
  5. Opte por um plano de celular mais barato. Tem um grande contingente de usuários pagando muito mais do que o necessário, simplesmente porque não faz uma pesquisa sobre preços e serviços oferecidos pelas operadoras.
  6. Busque sempre por cupons ou códigos promocionais antes de comprar qualquer coisa. Estes descontos estão por todos os lados, em todos os segmentos – baixe os aplicativos. Eles são muitos e gratuitos. Mas use-os para economizar e não para gastar mais.
  7. O que não falta é taxa pra gente pagar. Tem taxa pra tudo: conta corrente, investimentos, cartão de crédito, de esgoto, de limpeza pública etc. Certamente, existem algumas que você pode cortar da sua vida. Encontre-as.
  8. Vai ao supermercado? Leve uma lista de compras e evite sair pegando tudo nas prateleiras. Se possível, deixe as crianças em casa. Clique aqui e veja outras dicas. Pesquise antes de sair de casa.
  9. Muita coisa você pode encontrar nas lojas de R$ 1,99 ou lojas populares. Inclui materiais de cozinha, roupas, acessórios etc. Fique de olho..
  10. Vasculhe as últimas faturas do seu cartão de crédito e do seu extrato bancário em busca de despesas ou custos que podem ser eliminados.
  11. Não usa mais? Você pode vender e assim ganhar um dinheiro extra com as suas coisas antigas. Isso vale para roupas, livros, eletrônicos etc.
  12. Ao fazer uma compra, tente usar apenas dinheiro. Essa é uma estratégia para criar barreiras e reduzir os gastos.
  13. Muita coisa que a gente paga pode ser adquirido gratuitamente. Por exemplo: livros e cursos online.
  14. Você realmente precisa de todas as mensalidades que assumiu? Avalie e tente eliminar pelo menos uma delas. Por exemplo, a academia de ginástica que você nunca frequenta; a TV por assinatura com milhões de canais, mas que você não tem tempo de assistir nenhum deles…
  15. Verifique o que é mais barato: cozinhar em casa ou comer fora. Ponha as despesas na ponta do lápis. Isso vai depender da quantidade de pessoas, do tipo de comida, dos preços nas imediações etc.
  16. O filho faz judô, karatê, natação, futebol, aulas particulares de inglês, espanhol mandarim e música… Verifique se ele realmente está tirando proveito de tudo isso ao mesmo tempo. Ou se as aulas particulares, por exemplo, poderiam ser substituídas pelo estudo em grupo.
  17. De vez em quando, substitua atividades de entretenimento pagas por outras 0800. Por exemplo, ao invés de ir para um clube de boliche, opte por um passeio no parque com toda a família.
  18. Proteja os seus dados pessoais na internet e para isso, crie senhas fortes autenticação em dois fatores em todas as suas contas online e telefone.

Invista em aprendizado

Você pode aprender a viver com base em um planejamento financeiro lendo muito e conversando com as pessoas certas. Os erros e acertos dos outros são uma rica lição de aprendizado.

Se você optar pela leitura, existem muitas obras simplesmente fantásticas. A plataforma 12Min disponibiliza o resumo das principais, para serem lidas em apenas 12 minutos cada. Veja algumas sugestões que escolhemos para você:

Os Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker

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Esse foi o livro mais lido na plataforma 12 Min, no ano passado. O autor explica porque algumas pessoas acumulam riquezas com facilidade e outras vivem no vermelho.

Pai Rico Pai Pobre – Robert Kiyosaki e Sharon L. Lechter

Controle Financeiro Pessoal

Você acredita que para ser rico é preciso receber alto salário? Pois, prepare-se para mudar o seu ponto de vista. O autor desmente esse mito e o leva a refletir sobre sua vida financeira.

Você curtiu esse post? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe essas informações com aquele seu amigo que não consegue sair do vermelho.

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